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29/03/2016

PwC faz virada digital e já fatura US$ 1 bilhão no mundo

Assim como concorrentes, consultoria preparou virada para o digital por meio de importantes aquisições, como Booz & Company e BGT, além de mudanças internas. Os resultados já aparecem

Quando se imagina o dia a dia de uma das consultorias conhecidas como as Big Four logo vem à cabeça o ambiente austero herdado dos serviços de auditoria, centenas de engravatados discutindo estratégias e planos de longo prazo nas práticas de advisory, etc. 

Isso não morreu e nem é a ideia. Mas começa a ganhar força, ao menos na PwC, um ambiente novo, chamado internamente de Plataforma Digital. Mas por que novo? Porque muda o modelo de pensar, agir, negociar, vender e criar. Essa transformação interna para construção de uma área para competir na seara digital - até porque ninguém quer ficar de fora - começou na consultoria há algum tempo por meio de aquisições importantes e se consolida com a criação de centros de excelência e de experiência do cliente, onde se discute, cocria, aprende, experimenta, monta protótipos e se define passos importantes para o futuro de um negócio, seja ele de qual indústria for.

A Booz & Company e a BGT talvez sejam as aquisições mais marcantes nesse processo e que ajudaram a fazer com que a área - caçula nessa gigante de 100 anos - já tenha um faturamento de US$ 1 bilhão no mundo. Mas a ideia é crescer e de acordo com um dos sócios e responsável por tecnologias emergentes na Plataforma Digital da PwC no Brasil, Norberto Tomasini. A aposta está na metodologia criada que antecipa, por exemplo, a experiência. Durante uma longa conversa na sede da consultoria na capital paulista, ele passou por diversos detalhes, exemplos de projetos, ainda mantidos em sigilo a pedido dos próprios clientes, e pelas mudanças de forma de pensar até internamente. 

É possível dizer que nasce da iniciativa uma nova PwC, onde o jeans e a camisa de mangas arregaçada são permitidos, a linguagem utilizada é mais informal e antenada com o que acontece não apenas no universo corporativo e uma equipe com talentos diversificados e que não para de buscar conhecimento. O próprio Tomasini passou no final de 2015 uma temporada nos Estados Unidos para entender o que estava se discutindo de vanguarda nos principais centros de excelência, como o MIT. “Lá eles já discutem roupas que vão carregar baterias e os desafios futuros com carros elétricos pelo consumo excessivo de energia.”

Voltando à metodologia de atuação da PwC na Plataforma Digital, ela passa por estratégia, inovação, experiência, tecnologia, analytics e termina em ativação/otimização. E a grande sacada, como frisou o sócio, está em poder experimentar o “produto”ou a “ideia” muito antes. Ainda hoje, mesmo quando vai se implantar um software ou criar algum tipo de aplicativo, a fase de testes sempre está no final e muito próxima ao lançamento, o que compromete a qualidade de entrega e, consequentemente, a satisfação do usuário.

Quem é o dono?
Nesse mundo que se cria em torno do digital, que traz uma forma de agir e pensar diferente, não pode ser assim. O usuário penaliza e sem pena. Além da metodologia, algo que tem funcionado e contribuído para a geração de resultados do digital na PwC são os Centros de Experiência. 

Hoje o principal hub para a América Latina está em Miami, mas a partir de maio São Paulo ganhará uma versão, sendo o primeiro instalado na AL. A área ocupará um andar inteiro no prédio onde está a sede da consultoria, tendo 1 mil metros quadrados dedicados a buscar a melhor forma de o cliente encarar a jornada digital. “Tenho um problema. A primeira pergunta é: pode resolver com digital? Quando a resposta é sim, hoje levamos alguns clientes para o centro de Miami para um workshop de três dias e ele sai de lá com um vídeo da solução proposta”, explicou Tomasini. 

Em meio a palestras, interações e discussões, tudo feito com ferramentas de última geração, mesas e lousas digitais, holografias, entre outros, uma equipe da PwC faz uma varredura em tudo o que foi discutido e começa a bolar uma espécie de protótipo, de maneira que o cliente tenha uma ideia mais clara do que está sendo proposto. “Nós aceleramos a execução digital. Nosso forte está em efetivar propostas, porque o cliente sai com visão de como será o dia a dia após a implantação, isso é mais que um plano de mobilidade, por exemplo.”

No Brasil, a expectativa é que a Plataforma Digital tenha oportunidades a explorar equivalentes a quase um terço do faturamento da prática de consultoria de TI. Se pensarmos que é um negócio recente, o volume é bastante interessante. Mas, mais interessante que o dinheiro na mesa, é como e com quem tem acontecido as negociações desse tipo de projeto. 

Diferentemente do que muitos imaginam, a TI neste caso não tem sido a grande porta de entrada, pelo menos quando se avalia os projetos fechados pela PwC. De acordo com Tomasini e com o sócio líder da área para América Latina, Sérgio Alexandre, as discussões normalmente acontecem com o CEO e, muitas vezes, com o CMO. 

Para Alexandre, tem sido muito comum o marketing abrir as portas para esse tipo de transformação por já vivenciá-la de certa maneira. Isso não significa, no entanto, que eles dão as costas para a TI. Todo Centro de Experiência tem um líder com DNA de tecnologia até para fazer a ponte entre o CIO e quem estiver liderando o projeto de digital na corporação. 

Fonte: IT Forum 365



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