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NEGÓCIOS E ECONOMIA

31/05/2016

Confiança na economia impulsiona Tesouro Direto

Com a expectativa de retomada do crescimento, cresce o número de pequenos investidores que compram títulos da dívida pública

Com a retomada da confiança, aumentou o número de brasileiros que compram títulos do governo federal por meio do Tesouro Direto. Em abril, esse programa, que permite aos pequenos investidores adquirir papéis da dívida pública, superou a marca dos R$ 30 bilhões de estoque. Apenas no mês passado, 29.045 pessoas se cadastraram, o que elevou o total de investidores registrados a 737.756 – número 48,80% maior que o de igual período do ano passado.

O coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Leandro Secunho, observou que esse público procura principalmente os papéis com vencimentos mais longos, característica que reforça a avaliação de que o brasileiro confia nesse investimento e na retomada da economia. “Há um crescimento importante de investidores cadastrados”, observou Secunho.

A maior parcela de investidores interessados nesse programa é jovem. Em abril, brasileiros entre 26 e 35 anos representavam 41,46% dos que compraram papéis da dívida pública. O segundo maior grupo tem entre 26 e 35 anos, representando 19,98% do total. A parcela entre 16 e 25 anos soma 17,84% dos investidores. Todo esse público, apenas em abril, investiu R$ 1,38 bilhão.

Estrangeiros

Dados do Tesouro Nacional que mostram os principais detentores da dívida pública mostram que o volume aplicado por estrangeiros cresceu entre março e abril. Com o início dos trabalhos do governo interino de Michel Temer e a perspectiva de retomada da economia, os não residentes aumentaram a participação na dívida pública. Até março, eles representavam 16,73% dos investidores; no mês passado, esse número aumentou para 17,39%.

“Os estrangeiros, que vinham sofrendo queda, voltou a subir. Essa queda vinha ocorrendo em títulos de curto prazo, eles estavam vendendo papéis com vencimento em 2016”, explicou Secunho. Os fundos de previdência, que até março apareciam em segundo lugar entre os principais detentores de títulos da dívida, passaram para primeiro em abril, tornando-se donos de 24,14% da dívida pública.

Esse grupo de investidores tem preocupações de longo prazo e precisam garantir a aposentadoria de milhares de brasileiros. Aplicar em títulos públicos é uma opção de investimento que tem se mostrado segura e rentável para eles.

Segundo Secunho, o Tesouro Nacional deve calcular uma nova trajetória para a dívida pública depois que o governo anunciar todas as medidas fiscais que estão em estudo. "Foram anunciadas medidas pelo novo ministro da Fazenda e elas têm impacto na dívida pública", observou. "Essas medidas fazem parte de um pacote que não foi totalmente anunciado. Então não existe projeção para evolução da dívida, no momento. Assim que forem anunciadas as medidas, teremos novos números para essa trajetória até 2020", explicou.

O que é o Tesouro Direto

O Tesouro Nacional, em seu site, explica que os títulos públicos são os ativos de menor risco da economia, pois são 100% garantidos pelo Tesouro Nacional, ou seja, o governo federal garante o seu pagamento. A instituição informa ainda que o rendimento da aplicação em títulos públicos é bastante competitivo se comparado com as outras aplicações financeiras de renda fixa existentes no mercado. No Tesouro Direto é possível obter os mesmos ganhos que um grande banco ou um fundo de pensão, por exemplo.

Para investir, é preciso ter um CPF e uma conta corrente em uma instituição financeira. Depois é preciso entrar em contato com o seu banco ou corretora e pedir que seja feito o cadastro no programa Tesouro Direto. Uma senha será gerada para acesso ao programa, no qual será possível escolher o tipo de título mais adequada para cada perfil de investidor. A aplicação mínima é de R$ 30.

Fonte: Portal Brasil



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