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NEGÓCIOS E ECONOMIA

07/06/2016

Produção industrial cresce pelo segundo mês consecutivo

Influenciado por bens de capital, que são usados para criar outros produtos, ritmo das fábricas brasileiras avançou

Puxado por bens de capital, que são usados para fabricar outros itens, a produção industrial brasileira cresceu pelo segundo mês consecutivo. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em abril foi registrada expansão de 0,1%; em março, esse avanço havia sido de 1,4%.

Na prática, mais bens de capital significa mais investimentos e sugere, ainda, um início de retomada da confiança de empresas e famílias. O segmento de bens de capital, mostrou o IBGE, mantém desde o início do ano uma trajetória de crescimento, foram quatro meses seguidos de expansão nesse grupo. Em abril, houve aumento de 1,2% frente a março.

O grupo de bens intermediários, que são os absorvidos durante o processo de produção, a exemplo de partes eletrônicas na fabricação de um celular ou computador, também apresentou números positivos. Houve um crescimento de 0,5% no mês, interrompendo a sequência de duas quedas consecutivas.

Positivo

Entre os setores, os principais impactos positivos foram em produtos alimentícios (+4,6%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (4,0%). O primeiro ramo marcou a a segunda alta consecutiva e acumula, no ano, crescimento de 10,9%.

Também vieram contribuições positivas das indústrias extrativas (1,3%), de celulose, papel e produtos de papel (2,7%), de máquinas e equipamentos (2,0%), de bebidas (2,4%) e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (1,9%).

Recuperação

Os dados do IBGE mostraram ainda que apesar de taxas positivas no mês, muito ainda precisa ser feito para a retomada do crescimento industrial, um dos setores que mais foi impactado pela crise dos últimos anos. No acumulado do ano até abril, a indústria mostrou queda de 10,5%, com taxas negativas disseminadas nesse tipo de comparação

Diante desse quadro, o governo tem tomado medidas, a exemplo da proposta de limite para os gastos públicos e do congelamento de subsídios, ações que vão colocar as contas públicas em ordem e estimular investimentos.

Fonte: Portal Brasil



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