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MUNDO

27/06/2016

'Grandes Escritores Portugueses” editados no Brasil para quebrar barreira literária'

A editora Tinta-da-China vai lançar a coleção 'Grandes Escritores Portugueses' no Brasil. Entre os autores editados encontram-se Agustina Bessa-Luís, Herberto Helder e Antero de Quental.

A editora Tinta-da-China vai lançar, na terça-feira, no Brasil, a coleção “Grandes Escritores Portugueses”, para derrubar a barreira literária entre os dois países, disse à agência Lusa a responsável da empresa, a editora Bárbara Bulhosa.

“Breviário do Brasil”, de Agustina Bessa-Luís, “Os passos em volta”, de Herberto Helder, e “Causas da decadência dos povos peninsulares”, de Antero de Quental, serão os livros apresentados no lançamento da coleção, no Consulado Geral de Portugal, no Rio de Janeiro, com a presença do escritor e crítico literário português Pedro Mexia.

“Breviário do Brasil” é “a melhor forma” de apresentar Agustina Bessa-Luís no universo literário brasileiro, disse a editora, porque, tratando-se de um “livro de viagens extraordinário”, os brasileiros terão curiosidade em saber como os estrangeiros os veem.

No geral, adiantou à Lusa, “é uma coleção feita em exclusivo para o Brasil, com autores que não estão publicados ou que já foram publicados há muito tempo e que, neste momento, não estão disponíveis [no país]”.

A diretora executiva da Tinta-da-China acrescentou que também está a “publicar muitos brasileiros em Portugal”, e que procura fazer a ponte entre os dois países, por considerar que “há uma enorme barreira cultural, principalmente literária, entre Portugal e o Brasil”.

A editora confessou que ficou “chocada” ao perceber que importantes autores portugueses, como Herberto Helder, que “é um dos maiores poetas portugueses”, não estão publicados no país, “quando há tanta coisa de Portugal publicada no Brasil”.

“A verdade é que em Portugal os autores brasileiros são pior recebidos do que os autores portugueses no Brasil”, diagnosticou, em declarações à Lusa.

A coordenadora da coleção tenciona lançar cerca de 20 títulos durante três anos, mas ambiciona estender o projeto por mais tempo e mais livros, se tiver apoio, dado que “material não nos falta”.

O projeto é financiado pelo Instituto Camões, pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, e pelo Ministério do Turismo, no Brasil, porque, apesar de a iniciativa em causa ter “muita relevância cultural”, “à partida não será viável em termos comerciais”.

No âmbito da coleção, Bárbara Bulhosa pretende publicar também “a poesia completa do Herberto Helder, que são 700 páginas”, “textos políticos de Fernando Pessoa” e o livro “Salazar e o poder”, de Fernando Rosas, porque “os brasileiros não têm uma história política do que foi o salazarismo e o fascismo em Portugal”.

“Requiem para um império que nunca existiu”, um conjunto de ensaios sobre o colonialismo português e sobre o Brasil, do filósofo Eduardo Lourenço, é outra obra programada para fazer parte da coleção, segundo a editora, que deseja igualmente dar a conhecer o país através da literatura.

Aproveitando a visita ao Brasil, Bárbara Bulhosa participará na 14.ª Festa Internacional Literária de Paraty (Flip), a par de Ricardo Araújo Pereira, que lançará o livro “A Doença, o Sofrimento e a Morte Entram num Bar – Uma Espécie de Manual de Escrita Humorística”, da Tinta-da-China, na festa que decorre de 29 de junho a 03 de julho.

Depois, até dia 08 de julho, a editora estará ainda com Ricardo Araújo Pereira no Rio de Janeiro, para “mostrar o génio” do humorista português, que “não é assim tão conhecido” daquele lado do Atlântico.

A Tinta-da-China, que está presente no Brasil desde 2012, também lançará “Contratempo”, do poeta Pedro Mexia, na quarta-feira, no Rio de Janeiro.

Fonte: Observador



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