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NEGÓCIOS E ECONOMIA

05/07/2016

Cortiça. Quatro empresas para 40% do negócio

O setor da cortiça em Portugal tem centenas de PME a trabalhar, mas há quatro empresas que concentram 40% dos negócios. Um estudo da Baker Tilly traça cenários futuros.

Grande é bom. O princípio aplica-se ao setor da cortiça, onde há uma grande concentração de mercado. A Baker Tilly concluiu num estudo recente sobre o setor e onde aborda o potencial de concentração, que as empresas com maior volume de negócios são as que apresentam melhores taxas de rentabilidade, alcançando um Ebitda médio de aproximadamente 13% do volume de faturação, face aos 5,1% das empresas com faturação entre 1 milhão e cinco milhões de euros.
 
Concluem ainda que na generalidade, o nível de endividamento face ao EBITDA decresce à medida que aumenta o volume de faturação.
Recorde-se que o setor tem cerca de centena e meia de empresas a trabalhar com um volume de negócio superior a 1 milhão de euros, de acordo com a Baker Tilly que cita a Sabi.

O setor tem forte potencial em termos de concentração de mercado, sendo as empresas de maior dimensão as que apresentam melhores margens de rentabilidade.

Afirma ainda que, com um mercado caracterizado por muitas PME, “estas devem traçar estratégias para definir o rumo que pretendem seguir”, para adiantar que “através da consolidação, via fusão ou venda, as empresas poderão aumentar a competitividade e beneficiar de várias vantagens.

Num cenário de fusão com empresas de dimensão semelhante, permite-lhes aumentar a quota de mercado, aumentar as margens, através de sinergias operacionais e economias de escala e poderão conseguir competir com grandes empresas.
 
Neste aspeto, os analistas consideram que, neste “jogo” competitivo com os grandes, as PME não só poderão ter maior poder de negociação com os produtores de matérias-primas, como poderão desenvolver projetos de I&D mais ambiciosos e maior reconhecimento da marca.

Caso optem pela venda a grandes players, os gestores poderão obter rendibilidades para os acionistas no curto prazo e, em casos extremos, eliminar os riscos de falência, adianta a consultora.

Fonte: Portugal Global



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