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NEGÓCIOS E ECONOMIA

09/08/2016

Marcelo: 'Aconselharia as empresas portuguesas a investir no Brasil'

Após um almoço com a Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil, o Presidente da República falou aos jornalistas e mostrou-se otimista com os sinais de crescimento da economia brasileira.

Presidente da República vê como "muito importantes" para Portugal "os sinais que vão surgindo de crescimento na economia brasileira". Em declarações aos jornalistas, após um almoço com a Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil (que é presidida pelo seu filho, Nuno), Marcelo Rebelo de Sousa considera que esses sinais podem significar "aumento de comércio" entre os dois países.
 
O chefe de Estado adiantou que há, de resto, projetos (liderados pela AICEP) para aumentar a relação bilateral no plano dos investimentos, em vários domínios: construção civil, exploração de recusos naturais, PME's, start ups.

Questionado sobre se aconselharia as empresas portuguesas a investir no Brasil, depois do fracasso da fusão da PT com a Oi, o Presidente nem hesitou em dizer que "sim, aconselharia".Até porque, acrescentou "há domínios onde é possível ir mais longe na colaboração". Podem é não ser grandes empresas, referiu, mas "o Brasil é um mundo. Umas estão entrando no Rio, mas muitas estão a fixar-se no norte e no nordeste"
 
Marcelo Rebelo de Sousa disse ainda aguardar com "expetativa muito alta" a realização da cimeira da CPLP em solo brasileiro, em novembro. "Esperamos que o Brasil assuma a liderança", afirmou, desafiando: "Uma potência mundial tem de tirar proveito de todos os instrumentos diplomáticos que tem e a CPLP é um instrumento poderosíssimo que o Brasil deve usar". "A língua portuguesa é poderosa no mundo, está presente em todos os continentes, há paises de todos os continentes a querer entrar na CPLP como observadores. Não faz sentido não aproveitar para redefinir a estratégia da CPLP que tem de ser uma estratégia mais económica", conclui.
 
Interrogado ainda sobre o teor da sua conversa com o vice-presidente de Angola Manuel Vicente, com quem se reuniu, durante cerca de uma hora, num encontro que não estava previsto na agenda, no consulado português no Rio, o PR disse terem falado exatamente sobre o papel dos dois países na cimeira: "Angola, tal como Portugal, tem um protagonismo muito importante. Portugal faz a ponte com a UE, e tem defendido junto desta um acordo com o Mercosul; Angola faz a ponte com a União Africana". Também as "muito intensas" relações bilaterais económicas e financeiras foram tema de conversa.

Fonte: Portugal Global



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