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NEGÓCIOS E ECONOMIA

25/08/2016

Nasceram mais de 35 mil startups em Portugal em 2015

Entre 2007 e 2015, a média de criação de startups anualmente foi de 31 mil. 

A média anual de constituição de novas ‘startup’ foi de 31 mil entre 2007 e 2015, sendo este último ano o melhor para o empreendedorismo em Portugal, com mais de 35.500 novas empresas criadas, segundo um estudo hoje divulgado. De acordo com o estudo ‘Empreendedorismo 2007-2015’ realizado pela Informa D&B, entre 2007 e 2015 foram constituídas 309.550 empresas e outras organizações, o que representa uma média anual de 34 mil, das quais 31 mil são empresas.

O estudo indica que entre 2008 e 2012 registou-se uma queda na criação de novas empresas, com exceção no ano de 2011, “em que a possibilidade de constituição de empresas com capital social mínimo de um euro por sócio impulsionou os nascimentos”. No entanto, em 2013 “tem início um ciclo de expansão e 2015 (com 35.555 ‘startup’) foi o melhor ano para o empreendedorismo em Portugal, com o maior número de constituição de novas empresas desde 2007”. Estas ‘startup’ (empresas no primeiro ano de vida) correspondem a uma média de 47 mil empreendedores por ano, dos quais 64% são empresários pela primeira vez e 76% assumiram a gestão das empresas que criaram. 

O mesmo estudo revela que “de 2010 a 2014, 94% das ‘startup’ foram fruto de iniciativa individual, tendo como sócios exclusivamente pessoas singulares, com as entidades investidoras a entrarem no capital de apenas 6% destas empresas”. Quanto ao volume de negócios, o crescimento médio é de 136% no primeiro ano, “triplica após dois anos de atividade e é quase cinco vezes maior no final do sétimo ano”, revela a Informa D&B. Quanto ao número de empregados, “as empresas crescem de modo menos acelerado”, com uma média de 34% no primeiro ano, “duplicando apenas após sete anos de atividade da empresa”. Entre 2007 e 2015, cerca de dois terços das empresas sobreviveram ao primeiro ano de atividade, mais de metade (52%) ultrapassam o terceiro ano e 41% sobrevivem ao quinto ano, atingindo a idade adulta. No sétimo ano, apenas um terço das empresas mantém atividade, destaca o estudo.

Setores como a agricultura, pecuária, pesca e caça têm uma taxa de sobrevivência mais elevada, ao contrário dos setores do alojamento e restauração e construção, com taxas de sobrevivência mais baixas. A criação de empresas de serviços lideram em todas as regiões do país, com a área metropolitana de Lisboa a concentrar o maior número de empresas criadas neste setor (34,8%), ao passo que na região Norte se destacam os setores do retalho, indústrias transformadores e construção. De salientar igualmente que “nas empresas mais jovens há maior proporção de mulheres no topo”, ou seja, a gestão e liderança femininas atingem os 35,2% e os 32,3%, respetivamente. 

Fonte: Dinheiro Vivo



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