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MUNDO

26/08/2016

Bienal do Livro de São Paulo abre com homenagem à língua portuguesa

A 24.ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo começa hoje, com a expectativa de atrair pelo menos 700 mil pessoas, e traz como novidade um espaço exclusivo dedicado à língua portuguesa.

O diretor da Confederação Brasileira do Livro (CBL), Mansur Bassit, entidade responsável pelo evento, disse, em entrevista à agência Lusa, que haverá um espaço de 120 metros quadrados que vai fazer uma homenagem ao Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, fechado em dezembro passado, depois de um grande incêndio.
 
"Teremos esta homenagem ao Museu da Língua Portuguesa e vamos exibir parte de uma exposição que já esteve lá. Haverá um mapa mundial digital que destacará os países que têm o português como língua oficial, e um outro painel interativo que brincará com os visitantes, mostrando os erros comuns que cometemos no uso do português", explicou.
 
O diretor ressaltou que a Bienal elegeu o tema "Histórias em Todos os Sentidos", pensando proporcionar experiências específicas para cada tipo de visitante, sejam estes interessados em autores consagrados, admiradores da gastronomia, de celebridades da internet ou crianças.
 
Ao todo, 24.ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo reunirá 280 expositores autores e editoras independentes. O Grupo Autêntica, Companhia das Letras, Editora Cortez, Distribuidora e Edições Loyola e a editora portuguesa LeYa estarão presentes.
 
A vasta programação conta com debates literários, sessões de autógrafos, apresentações de música, exposições e outras atividades que vão da gastronomia a apresentações de artistas especializados na chamada literatura de cordel, que se expandiu em Portugal desde o século XVI, quando começou a ser possível imprimir histórias até então divulgadas por tradição oral (a designação tem origem na venda dos folhetos, pendurados em cordéis), e que se mantém uma forma literária popular, em particular no Nordeste do Brasil.
 
Entre os autores em destaque, com presença já confirmada, estão o escritor Ignácio de Loyola Brandão, o criador dos 'quadrinhos' da turma da Mônica, Maurício de Sousa, o historiador Leandro Karnal, o antropólogo Roberto Damatta e o filósofo Mário Sérgio Cortella.
 
A feira também dará espaço a nomes não tradicionais da cena literária, como Kéfera Buchmann e Jout Jout, duas personalidades da internet, com livros publicados, que estiveram na lista dos mais vendidos do Brasil nos últimos anos.
Entre os autores estrangeiros destacam-se a irlandesa Marian Keyes, autora do livro "Melancia", já traduzido em 32 países, as escritoras de 'best-sellers' para jovens adultos Lucinda Riley, também da Irlanda, e Ava Dellaria, dos Estados Unidos.
A bienal realiza-se de 26 de agosto a 04 de setembro, no centro de congressos Anhembi, em São Paulo.

Fonte: Portugal Global



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