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MUNDO

31/08/2016

Guterres vence terceira eleição na ONU

Antigo primeiro-ministro de Portugal teve 11 votos favoráveis, mais quatro que os segundos classificados.

O antigo primeiro-ministro português António Guterres ficou à frente na terceira votação secreta realizada esta segunda-feira entre os 15 membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas para eleger o próximo secretário-geral da organização, disseram fontes diplomáticas à Lusa.

Guterres teve 11 votos de encorajamento, três de desencorajamento e um “sem opinião”, na peculiar forma de classificação das candidaturas pelos membros do conselho de segurança.

Nas duas anteriores votações, a 21 de Julho e 5 de Agosto, António Guterres já tinha sido o candidato que mais apoios concitou para substituir, a partir de Janeiro próximo, o sul-coreano Ban Ki-moon à frente da ONU. Na primeira votação, o ex-primeiro-ministro português recebeu 12 votos de encorajamento e três sem opinião.

Já na votação que teve lugar no início deste mês, a candidatura do antigo Alto-Comissário das Nações Unidas para os Refugiados mereceu 11 votos de encorajamento, ou seja, favoráveis, dois sem opinião e dois de desencorajamento, que equivalem a não. Esta segunda-feira, o sentido de voto dos membros do Conselho de Segurança manteve a preferência de 11 dos países e, face à anterior votação, aumentou em um – para três – os desfavoráveis e o embaixador de um dos Estados-membros preferiu não manifestar opinião.

Em segundo lugar, com nove votos a favor, cinco contra e um sem opinião, surge Miroslav Lajcak, ministro dos Negócios Estrangeiros da Eslováquia.

A seguir, com sete votos favoráveis ficaram três candidaturas: a búlgara Irina Bukova, embora com cinco votos não e três sem opinião; Vuk Jeremic, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros da Sérvia, com a mesma votação que a candidata búlgara; e, finalmente, a chefe da diplomacia da Argentina, Susana Malcorra, embora com os sete encorajamentos empatados com sete votos contra e um sem opinião.

O balanço dos votos favoráveis, desfavoráveis e sem opinião de Guterres face a Lajcak e aos três candidatos que se lhe seguiram beneficia claramente a candidatura do português. No entanto, este é um processo que está em curso – deverá ser marcada em breve uma quarta votação na qual os membros permanentes do Conselho de Segurança com direito de veto – EUA, Reino Unido, França, China e Rússia – vão recorrer a um código de cores para as três opções, definindo, então, o seu sentido de voto.  

Será só, então, que uma candidatura pode ser considerada consensual, levando à recomendação da sua aprovação pela Assembleia-Geral da ONU, que reúne representantes de 193 países.

Em 12 de Abril, a apresentação da candidatura de António Guterres em Nova Iorque, numa iniciativa inédita contracenando com os outros candidatos, foi elogiada pela imprensa internacional, da BBC ao Guardian, da revista Economist à agência EFE. O seu perfil, segundo estes meios influentes, combina a solidez das convicções com a capacidade de diálogo, consideradas necessárias para combater os perigos do tempo actual que António Guterres definiu como o populismo político, o racismo e a xenofobia.

Fonte: Publico PT



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