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NEGÓCIOS E ECONOMIA

14/09/2016

Indústria 4.0 - Financiamento para a inovação e digitalização da economia

A Europa está a assumir a nova revolução tecnológica industrial (Indústria 4.0) como uma prioridade, disponibilizando diversas oportunidades de financiamento para as empresas. É crucial para Portugal apostar no investimento para a modernização tecnológica e globalização industrial.

 

Portugal lançou recentemente o Programa Indústria 4.0 com um valor global de 414 milhões de euros, totalmente suportados por fundos comunitários com o objetivo de apoiar mais de 9 mil empresas na digitalização da indústria e colocá-las na vanguarda da inovação.
No âmbito do Programa Indústria 4.0. o governo criou o Comité Estratégico da Iniciativa Indústria 4.0. Para posicionar o país na vanguarda da quarta revolução industrial pretende-se que as empresas convidadas a integrar este comité ajudem na definição das prioridades no domínio da digitalização da economia. O comité engloba 64 empresas, entre as quais a Autoeuropa, PSA, Simoldes, Delphi, Lameirinho, Farfetch, Delta Cafés, Unicer, Sonae e Vista Alegre. Representam 25% do PIB nacional e mais de 30% do emprego, e as suas exportações ascendem a mais de 50% do que Portugal exporta.

Também, em agosto, foi lançado pela Portugal Ventures o novo programa de investimento para start-ups - Call Indústria 4.0 - podendo significar um investimento até 500 mil euros por empresa.
Os principais objetivos são:
- Fazer da mundialmente emergente 4.ª revolução indústrial (Industry 4.0) uma referência para a mudança, a modernização e a competitividade económica global da indústria nacional;
- Acelerar a criação de novas realidades empresariais baseadas em inovação aplicada e internacionalmente competitiva e apoiada numa forte capacidade de gestão multidisciplinar com enfoque particular na internacionalização da capacidade comercial;
- Mobilizar a comunidade empresarial e científica nacional, incentivando a cooperação entre empreendedores, centros de I&D e empresas.

O que é a nova revolução industrial?
Indústria 4.0 (ou a Quarta Revolução Industrial) - corresponde à era da Inteligência Artificial, da Robótica, Impressão 3D, da Nanotecnologia e da Internet das Coisas (IoT - Internet of Things) que combina estas tecnologias com diversos fatores no trabalho e nos produtos dos consumidores, alterando de forma inovadora e disruptiva a economia, o que terá um grande impacto tecnológico nas empresas e na forma como esta digitalização da economia afetará as pessoas e a sociedade.

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Portugal lançou recentemente o Programa Indústria 4.0 com um valor global de 414 milhões de euros, totalmente suportados por fundos comunitários com o objetivo de apoiar mais de 9 mil empresas na digitalização da indústria e colocá-las na vanguarda da inovação. No âmbito do Programa Indústria 4.0.
Cada vez mais as tecnologias estão a modificar a forma como vivemos, trabalhamos ou consumimos. Vivemos na era digital, na era da nanotecnologia, da robótica e da inteligência artificial. Com a combinação de tecnologias, da área da micro/nanoeletrónica e da robótica, e da biologia com o mundo digital, a Quarta Revolução Industrial terá o potencial de criar uma gama infinita de novos produtos ou serviços, melhorando a qualidade de vida dos cidadãos. Representa uma descontinuidade do modelo “convencional” que conhecemos de produção industrial.
As empresas deverão adaptar-se para enfrentar a competitividade crescente e as novas exigências da sociedade e do consumo. Trata-se da Indústria Inteligente: digitalização da indústria transformadora, resultado da convergência entre as tecnologias de informação e comunicação e os novos (nano) materiais, os processos produtivos, a automação, a inteligência artificial e a robótica. A fabricação industrial flexível (pequenas séries) e próxima ao consumo com influência direta do consumidor (“produzido à medida”) obrigarão a uma nova abordagem de fabrico. Ou seja este novo modelo produtivo implica a interligação dos fluxos de dados entre parceiros, fornecedores e clientes e a integração vertical dos ciclos produtivos dentro das organizações, desde o desenvolvimento até ao produto acabado.
Toda a cadeia de valor e de produção será afetada e através dela, os produtos e os serviços beneficiarão, por exemplo, da Internet das Coisas. O próximo grande avanço tecnológico implica a incorporação de inteligência nos objetos de uso quotidiano (Internet das Coisas - IoT). De facto, já temos produtos que fazem uso do IoT. Atualmente, um cidadão comum tem, no mínimo, dois objetos ligados à Internet e, em todo o mundo, estima-se que existam cerca de 25 mil milhões de dispositivos ligados sem fios.
O objetos de uso quotidiano, como os telemóveis, os automóveis, os eletrodomésticos, o vestuário, as embalagens alimentares estão ligados sem fios à internet através de microdispositivos eletrónicos inteligentes, podendo recolher e partilhar dados. A nanotecnologia melhorará a segurança e a qualidade de vida dos cidadãos. Novos nanomateriais para embalagens alimentares estão a ser desenvolvidos com o objetivo de aumentar a segurança alimentar (embalagens bioativas, etiquetas inteligentes sensoriais).
A computação em nuvem (“cloud”) nas empresas potencia maior flexibilidade e escalabilidade de tarefas. Os processos de fabrico convencionais poderão ser combinados com a fabricação aditiva (impressão 3D). Por exemplo, os consumidores poderão comprar e fazer o download a partir de lojas virtuais, produtos, ou peças de substituição, e imprimi-los na sua impressora 3D, economizando transporte e armazenagem de produtos.
Na Indústria Inteligente, os produtos serão inteligentes com etiquetas de auto identificação eletrónica (nano RFID ativos). Os produtos serão capazes de comunicar com o ambiente, gravar e armazenar informações sobre si. E até no processo produtivo, trocarão informações com os equipamentos de produção.

Fonte: Portugal Global



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