home > notícias

NEGÓCIOS E ECONOMIA

23/09/2016

Online alavanca offline

O comportamento dos consumidores em dispositivos móveis influencia cerca de 56 centavos de cada dólar gasto em lojas físicas (aproximadamente 50 cêntimos em cada euro), estimando-se que o valor total alcance os 2,1 biliões de dólares até ao final deste ano, de acordo com um novo estudo da Deloitte Consulting.

A influência do digital tem vindo a intensificar-se, embora de forma diferente entre categorias, refere a Deloitte. A eletrónica continua a ser a categoria mais influenciada pelo digital, com 69% das compras moldadas por interações móveis, acima dos 62% de 2015. O impacto do digital nas compras de produtos de supermercado, alimentos e bebidas cresceu 49% em vendas comparáveis sendo que, na saúde e bem-estar, escalou 32%.
Dois terços dos consumidores preferem agora uma viagem de compras autodirigida, contra menos de um terço (30%) de há apenas dois anos, aponta o estudo. Durante o mesmo período, o número de consumidores responsivo a publicidade tradicional despencou de 70% para pouco menos de 30%.
No seu quarto relatório anual sobre o “fosso digital”, a Deloitte comparou as experiências digitais que os retalhistas físicos oferecem às experiências que os clientes realmente procuram. Entre outras conclusões, o estudo revela que muitos retalhistas físicos estão a perder a oportunidade de atingir os clientes online porque não entendem o comportamento digital e subvalorizam as plataformas de terceiros. Muitos retalhistas estão ainda excessivamente centrados na concorrência, em vez de se concentrarem nos seus clientes.
«Qualquer retalhista que considere ser capaz de construir a sua experiência personalizada para interagir com os clientes ao nível daquilo que é feito pelas principais plataformas digitais e ter sucesso com isso pode ficar dececionado com os resultados», admite Jeff Simpson, CEO da Deloitte Consulting e coautor do relatório.
A interação limitada com os clientes – cerca de seis a oito transações por ano – limita por sua vez a compreensão dos “momentos que importam” numa experiência personalizada, como a intenção de compra e a preferência. «Em vez disso, os retalhistas devem adotar de forma mais agressiva a integração e as capacidades nativas das principais plataformas digitais onde os seus clientes já escolheram interagir e fazer transações», aconselha.
O estudo descobriu outro facto também muito subestimado pelos retalhistas – que grande parte do comportamento digital já não é exclusivo da geração milénio, mas estende-se até aos clientes mais velhos (que, aliás, ainda são responsáveis pela maioria dos grandes gastos).
Mais de três quartos (78%) de consumidores não pertencentes à geração milénio estão a usar dispositivos digitais duas ou três vezes durante cada viagem de compras. «A informação mais importante a reter é que a maioria do poder de compra atual ainda está nos não-millennials», explica Lokesh Ohri, diretor da Deloitte Consulting. A melhor forma de proceder, afirma Ohri, é considerar todos os tipos de clientes, determinar como estes usam o digital nas compras e criar uma gama ampla de experiências personalizadas para cada um.
Ainda assim, a loja em si continua a ter vantagens significativas, conclui o documento da Deloitte. Cada vez mais clientes partilham a localização e detalhes pessoais para aceder a um melhor serviço e vantagens em lojas físicas ou para receberem emails mais personalizados. «Grande parte dos métodos preferidos dos consumidores para localizar, comprar e receber o produto na loja foi redefinido pelas suas experiências online. Isso prova que a loja tem mais influência nas compras online do que os retalhistas pensam», conclui Simpson.

Fonte: Portugal Têxtil



NOTÍCIAS RELACIONADAS
20/10/2017
Simulador IRS 2018
20/10/2017
Correios de Portugal e do Brasil firmam parceria para potenciar ecommerce entre dois países
20/10/2017
EU Market Access Brazil., edição 52
20/10/2017
Em busca de visto, brasileiros movimentam Consulado de Portugal
18/10/2017
Arbitragem administrativa no Brasil e em Portugal
17/10/2017
Portugal sobe no ranking mundial para investir em imobiliário