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NEGÓCIOS E ECONOMIA

26/09/2016

'Incluam Portugal em vosso mapa', diz Secretário de Estado português em seminário na Fiesp

Não será por falta de convites que os empresários brasileiros vão deixar de investir por lá.


Pelo menos essa foi a proposta do seminário “Investir em Portugal: Escolha Certa, Momento Certo”, realizado na sede da Fiesp, em São Paulo, nesta quinta-feira (22). O evento teve a participação do secretário de Estado da Internacionalização português, Jorge Costa Oliveira, e do diretor titular do departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da federação, Thomaz Zanotto, entre outras autoridades.
“A Fiesp tem buscado uma maior integração do Brasil com a parte mais desenvolvida do mundo”, disse Zanotto. “Não temos plataforma melhor que Portugal na Europa para isso”.
Para Zanotto, a indústria nacional, que passa por uma crise, entende que a retomada do crescimento envolve “investimentos, comércio exterior e integração”.
Na mesma linha, Jorge Costa Oliveira contou que pediu que fossem organizadas missões do governo português depois de tomar conhecimento do interesse de investimento por parte das empresas brasileiras. “O momento é de boas oportunidades na economia portuguesa”, afirmou. “Podemos ser uma boa porta de entrada para outros mercados na Europa: incluam Portugal no vosso mapa”.
Oliveira destacou ainda o estímulo à inovação produtiva e à fixação de residência com vistos especiais em seu país.

À disposição
Administrador executivo da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (Aicep), Pedro Ortigão Correia apresentou um panorama dos benefícios de investir em terras portuguesas.
“O mercado português é ávido por produtos brasileiros”, disse. “Além disso, temos a sorte de ter muitas empresas brasileiras investindo conosco, como Embraer, Banco do Brasil, Odebrecht, Andrade Gutierrez e Weg, entre outras”.
De acordo com Correia, Portugal é o 38º país mais competitivo do mundo segundo o ranking do Fórum Econômico Mundial e o 23º onde é mais fácil fazer negócios conforme o estudo Doing Business 2016, publicado pelo Banco Mundial. “Fizemos um esforço grande para nos tornarmos mais liberais e abertos ao investimento estrangeiro”, explicou.
Superados os efeitos da “grave crise econômica vivida há cinco anos”, os portugueses vivem hoje um novo ciclo de expansão. “Tivemos que pedir ajuda externa e o governo tomou medidas de contenção de despesas difíceis”, contou. “Exatamente o que o Brasil está passando agora, dando a volta na crise para se tornar mais competitivo”.
Dentro desse novo cenário, segundo Correia, a perspectiva de crescimento do PIB lusitano é de 1,8% em 2016. “As exportações foram destaque. Há 500 anos fazemos negócios com o mundo inteiro”.
Entre as vantagens competitivas da terra de Camões, o administrador da Aicep citou a localização, com a proximidade dos Estados Unidos, os investimentos feitos em tecnologia e a qualidade das estradas, transporte aéreo e infraestrutura marítima e ferroviária. “Temos os melhores portos da Europa”, disse.
A qualidade da mão de obra disponível é outro destaque segundo Correia. “78% dos nossos alunos aprendem duas ou mais línguas estrangeiras, para uma média de 65% na União Européia e de 53% na França”, explicou.
Portugal possui hoje dez programas de aceleração de startups e setenta incubadoras de empresas. “Ficamos com a terceira posição no ranking de Aceleração da Fundacity em 2014”, afirmou.
De acordo com Correia, Portugal está de portas abertas para os empreendedores brasileiros. “Estamos à vossa disposição”, disse. “Para tirar dúvidas sobre as primeiras questões e acompanhar os investimentos. Essa conversa não termina aqui, vai se manter”, afirmou.  “A ligação do Brasil com Portugal não poderia estar em melhor fase”.
Em 2015, o comércio bilateral entre Brasil e Portugal foi equilibrado, com saldo favorável ao Brasil em US$ 12,3 milhões, para uma corrente comercial de mais de US$ 1,6 bilhão no ano. As exportações brasileiras para o parceiro se concentraram em combustíveis minerais (25%), sementes e frutos oleaginosos (20%) e ferro e aço (10%). Já o Brasil importou de Portugal principalmente gorduras e óleos (21%), combustíveis minerais (13%) e aeronaves (11%).

Fonte: Portugal Global



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