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MUNDO

17/10/2016

Douro. Depois do vinho é a comida que está nas bocas do mundo

A cena gastronómica do Douro está finalmente a ganhar a fama que a região tem no mundo dos vinhos. O Wall Street Journal chama-lhe mesmo "o novo destino gastronómico mais atraente da Europa".

Em agosto deste ano a CNN fez uma declaração de amor ao Douro, considerando a região uma das mais atrativas do país. Antes disso foi a vez de a revista de viagens Traveler incluir a terra do vinho do Porto na lista das oito mais bonitas em todo o mundo para ver as folhas cair (caso não tenha reparado na chuva dos últimos dias, já é outono outra vez). Agora é o jornal norte-americano Wall Street Journal a deixar rasgados elogios à primeira região vitivinícola demarcada do mundo ao dar-lhe o cognome de “novo destino gastronómico mais atraente da Europa”.

O artigo assinado pelo jornalista Alexander Lobrano faz a devida referência aos vinhos licorosos e de mesa que nascem das vinhas tradicionalmente plantadas em socalcos mas, desta vez, prolonga as atenções até à mesa de alguns dos restaurantes da região, começando pela Invicta e terminando nas margens do rio Douro. Os destaques incluem a Casa de Chá da Boa Nova, em Leça da Palmeira, monumento nacional que reabriu em 2014 a mando e gosto do chef Rui Paula, que lidera também a cozinha do DOC, plantado no Cais da Folgosa.

Ainda no Porto, há palavras simpáticas para a carne do Rib Beef & Wine, aberto recentemente no hotel Pestana Vintage Porto, e em Peso da Régua fala-se no Castas e Pratos, que o Observador já antes tinha garantido ter um “manancial de referências [vínicas] impressionante e uma cozinha, da responsabilidade do chef Tiago Moutinho, que usa os produtos e sabores típicos da região numa cozinha moderna e criativa”.

Porque de Lisboa também vêm algumas influências, o nome Ljubomir Stanisic, do restaurante 100 Maneiras ali junto ao Bairro Alto, é aqui mencionado a propósito da consultoria executiva que o chef “jugoslavo-entretanto-quase-português” tem prestado no Vale de Abraão, do hotel Six Senses Douro Valley.

Mas não é só de restaurantes renomados (ou mais urbanos) que se faz o artigo publicado esta quinta-feira no WSJ, que dá igual destaque às tradicionais tascas e tabernas que o Douro esconde entre curvas e contracurvas: seja disso exemplo o duo Papas Zaide, em Provesende, eToca da Raposa, em Ervedosa do Douro.

Afinal, o Douro tem mais encanto não só no outono, mas também de barriga cheia.

Fonte: Observador



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