home > notícias

NEGÓCIOS E ECONOMIA

18/10/2016

Temer convida empresários a investir em 'novo momento' do Brasil

Na tentativa de atrair investimentos para o Brasil, o presidente Michel Temer disse a uma plateia repleta de empresários que eles encontrarão no Brasil um país com estabilidade política, com respeito aos contratos e com grande mercado consumidor.

Sem fazer referência ao governo passado, ele ressaltou que as agências reguladoras brasileiras voltaram a funcionar. As declarações foram dadas no encontro do Conselho Empresarial do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, neste domingo.

— Convido, portanto, as empresas dos países do Brics a investirem no Brasil, a participarem desse nosso novo momento. As senhoras e os senhores encontrarão um país com estabilidade política, com segurança jurídica e com grande mercado consumidor — falou o presidente.

Ele ainda disse que faz votos que as empresas que já mantêm investimentos no Brasil ampliem sua presença.

— Minhas palavras, já que falo para empresários, são de otimismo quanto à recuperação da economia brasileira. Nosso governo está empenhado em promover reformas que trarão de volta o crescimento e o emprego.

No discurso, o presidente registrou que o governo está empenhado em melhorar o ambiente de negócios. Prometeu “desburocratizar processos, reduzir custos de operação e zelar pela previsibilidade e pela segurança jurídica”. Informou que foi lançado o programa de parcerias de investimentos e disse que a iniciativa é fundada em regras estáveis. Detalhou os setores em que o país procura parceiros: portos, aeroportos, rodovias, ferrovias, energia, óleo e gás. E deu mais garantias.

— As agências reguladoras voltarão a ter papel efetivo de supervisão.

Michel Temer disse que com as primeiras medidas adotadas, já é possível constatar sinais da volta da confiança. Lembrou que a inflação dá sinais de desaceleração. E encorajou os empresários brasileiros a conhecerem mais as oportunidades de negócios existentes nos demais países do grupo. E disse que o relacionamento entre empresa dos países do Brics devem ser cada vez mais constante e incentivado pelo conselho empresarial do grupo.

— Os senhores podem contar com o renovado compromisso do Brasil com o diálogo entre o Brics e o setor privado. Estudaremos as propostas deste conselho com grande interesse.

AMBIENTE PROPÍCIO PARA NOVOS INVESTIMENTOS

Durante a planária com os chefes de Estado, o presidente afirmou que o governo cria um ambiente propício para novos investimentos.

— O Brasil passa por momento de transformações. Estamos adotando ações para recuperar o crescimento e gerar empregos. Estamos aprimorando os nossos marcos regulatórios, reforçando a segurança jurídica, criando ambiente propício para novos investimentos.

Em relação ao comércio exterior, Michel Temer disse que o Brics podem avançar na remoção de barreiras não-tarifárias, como a simplificação de procedimentos aduaneiros e o reconhecimento mútuo de padrões e certificados. Neste domingo, foi assinado um acordo sobre o assunto.

— Barreiras sanitárias e fitossanitárias são sempre fonte de incerteza no comércio. Devemos impedir que essas medidas sejam utilizadas para fins protecionistas.

Frisou ainda que outro terreno promissor é a internacionalização das pequenas e médias empresas. Ele afirmou que, no Brasil, há medidas destinadas a ampliar o crédito a pequenas empresas, a apoiar operações de exportação e a capacitar pequenos empresários.

Disse ainda que, na área social, há boas perspectivas de avançar. Citou que no campo da saúde, o desenvolvimento de medicamentos e vacinas é assunto da maior relevância.

— Os Brics têm experiências exitosas a compartilhar. Maior engajamento nesse tema aproximará o grupo das demandas de nossas populações.

RESPONSABILIDADE SOCIAL

Temer disse que o caminho para o Brasil sair da recessão está traçado e inclui a responsabilidade social. E que essa é "um dever maior e uma tarefa urgente". Frisou que o Brasil começou a colher frutos das mudanças feitas e já entra nos trilhos.

— A superação da crise econômica brasileira está desenhada: será a combinação da responsabilidade fiscal com a responsabilidade social — frisou o presidente, que completou:

— Responsabilidade fiscal é, para nós, um dever maior e tarefa urgente. É dever maior porque, sem ela, põem-se em risco os avanços sociais do Brasil. É tarefa urgente porque o desarranjo das contas públicas é a causa-mor da crise que enfrentamos.

Disse ter consciência de que a responsabilidade fiscal, por si só, não basta. Falou que dela, é indissociável a responsabilidade social. São, segundo ele, como duas faces da mesma moeda.

— No Brasil de hoje, responsabilidade social significa, antes de mais nada, empregos. Só teremos emprego com crescimento, e só teremos crescimento com o equilíbrio das contas públicas.

De acordo com ele, a responsabilidade social traduz-se em serviços públicos mais eficientes e na revalorização de nossa proteção social. É, de acordo com ele, o que tem sido feito com saúde, educação e com programas de transferência de renda.

— Já começamos a colher os frutos. O Brasil começa a entrar nos trilhos. As previsões para a economia brasileira em 2017 já melhoraram.

Ele informou os demais líderes que o governo enviará ao Congresso Nacional, em breve, a proposta de reforma da previdência social para torná-la sustentável e mais justa. Disse que o país busca uma seguridade social que elimine privilégios e possa servir a todos, no médio e no longo prazo.

Sobre o cenário externo, ele disse aos líderes que instabilidade e incerteza são as marcas da realidade internacional. Disse que o mundo ainda se recupera da crise financeira global e que o Brics afirmaram-se como “esteio da reforma da governança financeira internacional”, mas desafios persistem. Ele citou como exemplo um retorno da tentação protecionista.

— Há que resisti-la. Há muito que podemos fazer para garantir mais comércio, mais crescimento e mais prosperidade.

Defendeu a reforma o Conselho de Segurança das Nações Unidas. E afirmou que o terrorismo é um dos grandes desafios atuais e que nenhuma pessoa ou lugar está imune a esse flagelo.

Ainda comentou a questão do conflito na Síria. Disse que fez abater-se sobre a população civil uma das mais graves crises humanitárias de nosso tempo. Defendeu que é responsabilidade da comunidade internacional encontrar uma solução política.

Fonte: Revista Ferroviária



NOTÍCIAS RELACIONADAS
24/03/2017
Os melhores restaurantes secretos de Lisboa
24/03/2017
Busca por qualidade e bons preços leva turismo médico a crescer 25% ao ano
22/03/2017
PORTUGAL É «UMA BOA PORTA DE ENTRADA PARA A EUROPA E UMA PONTE PARA EXPORTAR E INVESTIR NOUTROS MERCADOS»
22/03/2017
Porto supera Lisboa como distrito com maior procura imobiliária
21/03/2017
O Brasil nunca esteve tão apaixonado por Portugal
21/03/2017
Um paralelo entre os impostos sobre os serviços de Brasil e Portugal