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31/10/2016

Coimbra: 'Museu' apresentado há quase um ano recebe primeiras exposições

O 'Museu' da Praça das Cortes, em Coimbra, foi hoje inaugurado com a abertura de duas exposições - 'Quente de um lado, frio do outro' - quase um ano depois de ter sido concebido pelo artista Francisco Tropa.

O espaço, com dimensões de seis por três metros, situado na Praça das Cortes, na margem esquerda do rio Mondego, foi apresentado em dezembro de 2015, referindo-se na altura que, a partir de janeiro, a obra iria receber objetos propostos por cidadãos, residentes ou não em Coimbra.

Carlos Antunes, diretor do museu e do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC), citado numa nota do município da cidade, admitiu que a demora na inauguração da exposição "se deveu à falta de propostas, em quantidade e qualidade, por parte da sociedade civil, mas prometeu continuar a trabalhar para que as sugestões apareçam".

A obra 'Museu' foi desenhada por Francisco Tropa em 2001 e construída propositadamente para a primeira edição da bienal de arte contemporânea de Coimbra, que decorreu entre outubro e novembro de 2015.

Segundo Carlos Antunes, este Museu "é uma reflexão, uma parábola, uma crítica ao modelo curatorial", dispondo de um diretor, um curador e um conservador".

"A criação artística, a criatividade das pessoas, o exercício da cidadania, a capacidade realizadora que é evidenciada de uma forma muito peculiar, desafiadora, estimulante, que mostra uma caraterística especial de Coimbra que às vezes é esquecida: Coimbra é uma cidade notável, onde as diferenças se encontram e os diferentes se encontram reciprocamente", disse hoje o presidente da Câmara, Manuel Machado, citado numa nota do município.

A pequenez do 'Museu' (18 metros quadrados) não o impede de apresentar duas exposições em simultâneo: "A Quente está ligada ao tema da próxima Anozero: Curar e Reparar", que, além de um texto na parede, tem um par de luvas (usados por diferentes "curadores"), duas faces esculpidas em xisto e um livro aberto do escritor Roberto Bolaño.

"Há também um pequeno retângulo com um QR Code e um link para uma entrevista de Nuno Grande a Delfim Sardo e João Maria André que em muito faz aumentar as dimensões deste Museu, alegadamente mais pequeno do mundo", refere a nota do município.

Na outra extremidade, está patente a exposição Frio, a contrastar com a Quente, "chamando a atenção para a vastidão da área ardida este ano em Portugal, equivalente a cerca de 150 mil campos de futebol".

Fonte: Noticias ao Minuto



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