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03/11/2016

EDP Brasil lucra R$ 231 milhões no terceiro trimestre

"Os resultados da EDP Brasil no terceiro trimestre revelam o nosso foco no compromisso da execução dos investimentos e na excelência operacional dos nossos ativos", afirma o diretor presidente da companhia, Miguel Setas.

A EDP Brasil, empresa que atua nas áreas de geração, distribuição, comercialização e soluções de energia elétrica, lucrou R$ 231 milhões entre julho e setembro, mais de quatro vezes o resultado apresentado nos mesmos meses do ano passado. O crescimento se explica, em parte, pelo reconhecimento da valorização de ativos da EDP Escelsa, distribuidora de energia do Espírito Santo, após a revisão tarifária promovida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em agosto.

A companhia registrou um EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 626 milhões no terceiro trimestre de 2016. Na comparação com o mesmo período de 2015, o resultado representa um crescimento de 6,6%.

"Os resultados da EDP Brasil no terceiro trimestre revelam o nosso foco no compromisso da execução dos investimentos e na excelência operacional dos nossos ativos", afirma o diretor presidente da companhia, Miguel Setas.

A receita operacional líquida da empresa, excluindo os ganhos de construção, chegou a R$ 2,2 bilhões no trimestre. Nos primeiros nove meses do ano, a empresa teve lucro líquido de R$ 631 milhões, EBITDA de R$ 1,8 bilhão e R$ 6,3 bilhões de faturamento.

Operação da UHE Cachoeira Caldeirão

Em agosto, entrou em operação a terceira e última unidade geradora da Usina Hidrelétrica (UHE) Cachoeira Caldeirão, localizada no Amapá. "A usina, que é uma parceria da EDP Brasil e CTG, teve antecipação de 8 meses e já representa ganhos sólidos para a companhia", diz a EDP em comunicado.

Embora os contratos de venda da energia gerada no empreendimento no mercado regulado passem a valer apenas a partir do primeiro dia de 2017, a UHE deu início à comercialização de sua produção no ambiente livre de contratação. A primeira unidade vendeu sua energia por meio de um contrato bilateral com a EDP Comercializadora, enquanto para a segunda e a terceira unidades foi realizado um leilão para oferecer sua geração ao mercado.

A construção da Usina Hidrelétrica São Manoel, no Mato Grosso, alcançou 78% de evolução no final de setembro. No terceiro trimestre, destacam-se atividades no canteiro como a descida do pré-distribuidor para o poço da primeira turbina, a conclusão da concretagem do poço da segunda unidade geradora e o andamento da montagem das comportas do vertedouro, que está em fase de conclusão.

Melhoria da eficiência operacional

Os frutos do investimento das distribuidoras Escelsa e Bandeirante no combate às perdas de energia nas áreas de concessão ajudaram a reduzir a inadimplência e permitiram que a empresa reduzisse seus gastos com Provisões para Devedores Duvidosos (PDD). Pela primeira vez no ano, o valor apresentou queda na comparação anual, informou a EDP.

No total, os gastos com provisão para inadimplentes foram reduzidos em R$ 2,5 milhões. No Espírito Santo, a redução foi de R$ 1,8 milhão entre o terceiro trimestre de 2015 e o deste ano. Em São Paulo, o recuo foi de R$ 0,7 milhão. Reflexo direto de ações como a realização de feirões para renegociação de débitos e a efetivação de acordos para pagamentos em atraso, além dos trabalhos para combate às fraudes.

As perdas não técnicas em baixa tensão recuaram em ambas as concessionárias, tanto na comparação trimestral como na anual. Na Bandeirante, a queda foi de 0,97 pontos porcentuais no final de setembro ante o mesmo mês de 2015. Na Escelsa, o indicador caiu 0,9 pontos porcentuais na mesma base comparativa.

Leilão de transmissão

A EDP Brasil participou do último Leilão de Transmissão da ANEEL no dia 28 de outubro, no qual arrematou um lote que compreende 113 quilômetros de linhas e uma subestação de 150 MVA no Espírito Santo. O investimento total estimado para a obra é de R$ 116 milhões, com desembolso de 5% em 2017, 27% em 2018, 66% em 2019 e 2% em 2020. O prazo para entrada em operação considerado pela empresa é de 32 meses.

A entrada no segmento de Transmissão permitirá à EDP diversificar sua atuação no mercado elétrico com rentabilidade adequada, previsibilidade de caixa e risco controlado. "A capacidade de execução em obras de projetos hidroelétricos e a experiência da companhia no segmento de distribuição serão determinantes para o desenvolvimento bem-sucedido deste projeto", prevê a empresa.

Fonte: Portugal Digital



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