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10/11/2016

PwC debate o novo consumidor e como o varejo pode se reinventar para ter sucesso

“O supermercadista tem um desafio de tornar a loja um lugar agradável e interessante”, afirma Jorge Inafuco, diretor Associado em Varejo/M&A da PwC.

A PwC, que conta com um network de empresas presentes em 157 países, com mais de 223.000 profissionais dedicados à prestação de serviços de qualidade em auditoria e asseguração, consultoria tributária e societária, consultoria de negócios e assessoria em transações, oferece soluções que também visam avanços digitais e tecnologias, a fim de contribuir com a operação dos varejistas em geral.

O impacto dessas inovações serve para empoderar o consumidor final e também os diversos setores de uma empresa. Veja, a seguir, uma entrevista com Ricardo Neves e Jorge Inafuco, respectivamente, Sócio Líder da Indústria de Varejo & Consumo e Diretor Associado em Varejo/M&A da PwC.

Blog APAS: O consumidor busca o empoderamento e quer mais opções de escolhas. Como a Como a PwC enxerga essa mudança, levando-se em consideração a utilização da tecnologia?

Ricardo Neves: Percebemos que, no Brasil, o uso da tecnologia e a influência no consumo só aumentam. O empoderamento é em relação ao acesso da informação – desde a descoberta de marcas, o entendimento de produtos, as promoções, até a comparação de preços. Esse empoderamento, por meio do acesso às informações, tem deixado o consumidor mais importante para o varejista.

Blog APAS: Quais são as tendências para o setor supermercadista?

Jorge Inafuco: Por conta do empoderamento do consumidor será necessário apresentar, dentro da loja, modelos de negócio como o self-checkout. Aos poucos, ocorre também uma contaminação positiva de como trazer a inovação para negócio – sem pensar em custo, mas, sim, como um diferencial para oferecer a melhor experiência ao consumidor.

Blog APAS: Como o supermercadista pode deixar de ser reativo e, desta forma, ser proativo para a busca de novas experiências para o cliente?

Ricardo Neves: A experiência do consumidor é um conceito importante no varejo. O supermercadista tem um desafio de tornar a loja um lugar agradável e interessante. Aqui vemos alguns conceitos fortes. No Eataly Brazil, por exemplo, o consumidor pode se sentir um pouco na Itália, comprando produtos específicos e degustando a gastronomia do País. O que vale não é apenas a tecnologia, mas também a criatividade. É necessário atender aos anseios do consumidor e cada varejista deve entender e explorar seu ponto forte.

Jorge Inafuco: Começa a ser um senso comum no mercado a ideia de acabar com a dicotomia entre o varejo físico e on-line. Para uma boa experiência, não há como separar, uma vez que ambos se completam, afinal, podemos ter uma experiência virtual dentro do varejo físico.

Blog APAS: Qual recado a PwC deixaria para o supermercadista?

Ricardo Neves: Está na hora de investir na tecnologia, pensar como investimento e não apenas como custo. E também não enxergar a inovação como uma defesa, mas, sim, o contrário. Isso é uma coisa inexorável. A tecnologia está aí e devemos tirar proveito.

Jorge Inafuco: O supermercadista precisa colocar a tecnologia como protagonista dos negócios, afinal, sempre foi visto como um suporte. Nesse momento de empoderamento do consumidor, a tecnologia tem condições de ocupar um papel central na estratégia do negócio. No Rio de Janeiro, por exemplo, vi o caso de um vendedor de pipoca que atende por SMS. Mesmo isso sendo básico, é algo que ajuda para os lucros dele. É possível levar a tecnologia ao supermercado para gerar mais negócios.

Fonte: Feira Apas



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