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NEGÓCIOS E ECONOMIA

11/11/2016

Câmara de Comércio fomenta negócios em cinco continentes

Pela mão do vice-presidente, Paulo Portas, a Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa vai lançar uma ofensiva em mais de 30 mercados externos para aumentar as exportações.

A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP), em conjunto com a rede de mais de 40 Câmaras de Comércio Portuguesas espalhadas pelos quatro cantos do Mundo, vai lançar a partir do início do próximo ano uma ofensiva de grande escala no âmbito da chamada "diplomacia económica", no sentido de apontar a quase 40 mercados-alvo nos cinco continentes que representam, no entender dos seus responsáveis, excelentes oportunidades para as empresas portuguesas de diversos setores de ati- vidade aumentarem as exportações e reforçarem a vertente de internacionalização.

Paulo Portas, vice-presidente da CCIP, explica que este vasto plano de missões empresariais, seminários e workshops, ações de formação e outras iniciativas já foi aprovado pela direção daquele organismo, liderada por Bruno Bobone. "É um plano ambicioso, que inclui mercados novos na Ásia, como índia, Singapura ou Coreia do Sul, além da China, mas também a Europa de Leste (Polónia e a nova aposta na Bielorrússia); a América do Norte, com os Estados Unidos e o Canadá; a América Latina, com Colômbia, Peru ou México; e África, através de Moçambique ou Egipto", destaca Paulo Portas. Mas o périplo alargado de missões empresariais da CCIP previsto para todo o ano de 2017 inclui outros mercados, como Alemanha, Israel, Roménia, Bulgária, Costa do Marfim, Cuba, Panamá, Argentina, Uruguai ou Austrália [ver infografia].

Um especial destaque vai para os países islâmicos, com seis missões empresariais à Malásia, Irão, Argélia, Paquistão, Jordânia e Egipto. "Os países islâmicos são mercados que as empresas portuguesas estão a procurar bastante", aponta Paulo Portas.

O vice-presidente da CCIP adianta que estas missões empresariais previstas para 2017 "abrem inúmeras oportunidades junto das empresas portuguesas".

"Normalmente, não são missões com um número demasiado grande de empresas para poderem ser focadas. 0 número costuma variar entre 10 e 20 empresas em cada missão, sempre em parceria com as Câmaras de Comércio locais ou com as Câmaras de Comércio portuguesas nesses países", acrescenta Portas. O vice-presidente realça ainda a colaboração em sintonia com a Aicep e o apoio prestado a estas iniciativas pela Caixa Geral de Depósitos.

"A filosofia que regeu a organização destas missões empresariais e outras iniciativas previstas para 2017 assentou no princípio follow the money [onde há disponibilidades de recursos financeiros]. Selecionámos mercados onde haja disponibilidades dos consumidores e dos distribuidores. E como, hoje em dia, grande parte do crescimento económico global vem da Ásia, é lá que surgem mais oportunidades e o programa de missões empresariais reflete isso mesmo. O mesmo se passa em relação à América Latina. Temos de fazer um esforço acrescido onde há mais crescimento económico e olhar também para África, onde existe o maior potencial de crescimento global", garante Paulo Portas.

O vice-presidente da CCIP refere que, em alguns casos, as missões empresariais previstas para o próximo ano traduzem ações de continuidade. "Trata-se de segundas missões para aprofundar primeiros contactos no sentido da concretização de negócios, contratos ou parcerias, enquanto noutros se trata das primeiras missões empresariais feitas a esses países", refere.


Portas assegura que serão envolvidas empresas portuguesas de uma grande variedade de se- tores de atividade, desde os setores clássicos, como calçado, têxteis, energia, tecnologias de informação e agroalimentar, por exemplo, até setores menos tradicionais, como empresas na área do desenvolvimento sustentável. "Isto é o reflexo da variedade e da diversidade atual da economia portuguesa em termos de exportações", afiança o vice-presidente da CCIP.


Melhores embaixadores

"As empresas portuguesas têm muito boa reputação. São bons embaixadores, são os melhores embaixadores da economia nacional no estrangeiro. E é gratificante constatar que, quem só exportava para mercados tradicionais, passou cada vez mais a apostar na exportação para mercados emergentes", enfatiza.

Paulo Portas aproveita a ocasião para sublinhar a evolução da internacionalização da economia portuguesa nos últimos anos. "Em primeiro lugar, passou a haver uma grande capacidade das empresas portuguesas irem mais para o exterior. Em segundo lugar, houve mais empresas portuguesas a procurar mais do que um mercado no exterior", destaca o dirigente.

Nesse sentido, Portas relembra que, nos últimos quatro anos, as exportações portuguesas cresceram 40% acima do PIB - Produto Interno Bruto nacional, 43% a preços constantes.

E a CCIP tem tentado responder cada vez mais a esta nova realidade. Nos últimos três anos organizou 34 missões empresariais, envolvendo 225 empresas, com um grau de satisfação sobre as consequências de cada uma dessas iniciativas que oscilou entre 80 e 90%. Para 2017, o desafio ainda é maior.

Fonte: Portugal Global 



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