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NEGÓCIOS E ECONOMIA

17/11/2016

Governo português assina em São Paulo acordo para estimular startups

O ministro português da Economia, Manuel Caldeira Cabral, firmou com a Fiesp um memorando de entendimento para dinamizar a cooperação luso-brasileira em matéria de internacionalização de novas empresas.

O ministro português da Economia, Manuel Caldeira Cabral, e o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, assinaram nesta quarta-feira (16/11) um memorando de entendimento para o fomento do intercâmbio para internacionalização de novas empresas de base tecnológica (startups), segundo a Agência Indusnet Fiesp.

O documento foi firmado na sede da Fiesp, em cerimônia com a participação do ministro da Ciência e Tecnologia e Comunicações, Gilberto Kassab.

De acordo com a Agência Indusnet Fiesp, Paulo Skaf destacou a importância do empreendedorismo para o Brasil, o que a Fiesp estimula, por exemplo, com o concurso Acelera Startup. Ele espera ver nas próximas edições a participação de empresas portuguesas no evento.

A ideia do convênio é abrir espaço para startups brasileiras em Portugal e para empresas portuguesas no Brasil. Caldeira Cabral destacou que os dois países querem promover o empreendedorismo e incentivar as empresas inovadoras. "Para isso é preciso fazer essa ponte entre as instituições onde há empresa inovadoras", disse, lembrando que a Fiesp é exemplo nesse campo e tem trabalho muito interessante com startups.

O Acelera, promovido pela Fiesp, é um dos exemplos em que se pode concretizar o convênio, com a participação de empresas portuguesas, explicou o ministro. "Temos que selecionar empresas portuguesas com soluções interessantes para participar do Acelera", afirmou Manuel Caldeira Cabral.

O governante luso disse que um dos passos para a aproximação mútua é a divulgação em Portugal do Acelera. "Da mesma forma se pode fazer o sentido contrário, do Brasil para Portugal", defendeu Caldeira Cabral, citado pela Indusnet Fiesp.

Empresas de aplicativos com sucesso em Portugal poderiam aproveitar, com facilidade de adaptação, o enorme mercado brasileiro. E para as startups brasileiras, Portugal poderia oferecer a facilidade de tradução para os vários idiomas do mercado europeu.

Outro passo é ver como possibilitar a reciprocidade no uso das incubadoras em ambos países. E também é importante, disse o ministro, tentar reciprocidade também em fundos e outros recursos financeiros para o desenvolvimento das startups. O objetivo é que Portugal trate as startups brasileiras como se fossem empresas portuguesas e vice-versa. Para isso, no caso de Portugal, não é preciso mudar a legislação, bastando alterar a formatação de fundos.

O ministro da Economia de Portugal declarou ainda que há muito espaço a explorar em relação às pequenas e médias empresas e na cooperação científica e tecnológica.

Fonte: Portugal Digital



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