home > notícias

NEGÓCIOS E ECONOMIA

18/11/2016

Câmara de Lisboa espera obter este ano 11 milhões de euros com taxa turística sobre dormidas

A Câmara Municipal (Prefeitura) de Lisboa espera arrecadar este ano 11 milhões de euros, com a Taxa Municipal Turística sobre as dormidas na cidade. Até agosto, a receita angariada foi de cerca de oito milhões de euros.

A Câmara Municipal (Prefeitura) de Lisboa espera arrecadar este ano 11 milhões de euros, com a Taxa Municipal Turística sobre as dormidas na cidade. Até agosto, a receita angariada foi de cerca de oito milhões de euros.

Os dados foram divulgados, quinta-feira (27), pelo vereador das Finanças da autarquia, João Paulo Saraiva, num encontro com jornalistas, após sessão em que o orçamento municipal para 2017 foi aprovado, informa a agência Lusa.

A Taxa Municipal Turística, aprovada em 2014, começou a ser aplicada em janeiro passado sobre as dormidas de turistas nacionais (incluindo lisboetas) e estrangeiros nas unidades hoteleiras e de alojamento local, sendo cobrado um euro por noite até um máximo de sete euros.

A cobrança entre janeiro e julho rendeu à Câmara Municipal sete milhões de euros, valor que se equipara à receita prevista para todo o ano.

No orçamento para este ano, a autarquia apontava uma estimativa de receita de 15,7 milhões de euros, sendo metade do valor respeitante às dormidas. O restante deveria ser conseguido na aplicação da taxa nas chegadas por via aérea e marítima, mas ainda não foi anunciado como.

Hoje, João Paulo Saraiva explicou que a previsão inicial de receita foi feita "sem histórico", razão pela qual foi feito um ajustamento de cerca de sete milhões para 11 milhões de euros, isto contando só com as dormidas.

Em novembro, "vai haver um 'boom'" na receita, disse o autarca, relacionando-o com o evento de tecnologia que se realiza na cidade de 07 a 10 do próximo mês, o Web Summit.

Para 2017, o município também foi "bastante moderado na previsão de receita", que se continua a fixar nos 15,7 milhões, referiu João Paulo Saraiva.

Quanto à questão das chegadas, o responsável disse que o município está "quase a dar notícias sobre isso".

"Continuo a dizer que a taxa está em vigor, [mas] estamos a perceber a diferença técnica de fazer a aplicação nos modelos convencionais", precisou.

Das reuniões que a autarquia tem tido com o Governo e com os operadores do porto e do aeroporto de Lisboa, ainda não foi possível chegar a um "ponto comunicável", admitiu o autarca, referindo ter "esperança que seja até ao final do ano".

De acordo com João Paulo Saraiva, "o maior problema é no aeroporto, devido à forma como funciona".

"Há múltiplas companhias" aéreas, assinalou, garantindo que, "certamente, não vai ser adotado um modelo de portagem", porque isso "prejudicaria as pessoas".

Questionado se a taxa de um euro por chegadas à capital vai ser aplicada diretamente nos bilhetes, João Paulo Saraiva respondeu: "Vamos ver".

O orçamento municipal da autarquia para 2017, de 775,1 milhões de euros, contou com os votos contra da oposição (PSD, CDS-PP e PCP) e votos favoráveis da maioria socialista, que inclui o Cidadãos por Lisboa.

Fonte: Portugal Digital



NOTÍCIAS RELACIONADAS
24/04/2018
Vitalidade do sistema político tem sido preocupação do Presidente da República [Portugal]
24/04/2018
PSI20 sobe 0,30% em linha com ganhos das bolsas europeias [Portugal]
24/04/2018
Governo quer “com urgência” aumentar a oferta no arrendamento e desafia proprietários [Portugal]
20/04/2018
Presidente da República quer finanças públicas saudáveis “ao serviço das pessoas” [Portugal]
20/04/2018
Portugal foi exemplar nas reformas que permitem crescimento atual
20/04/2018
Human Rights Watch elogia Portugal por vencer a crise sem rejeitar a democracia