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21/11/2016

PWC: Lisboa no top das cidades mais atrativas

Está longe de ser a cidade que mais capital estrangeiro atrai, mas a falta de escala não impede os investidores de reconhecerem o grande potencial de Lisboa. Estudo da PwC e da ULI mostra quem está a subir e a descer no mapa do imobiliário de rendimento.

Incerteza e instabilidade estão entre as palavras mais repetidas no mais recente estudo da PricewaterhouseCoopers (PwC) e do Urban Land Institute (ULI) sobre as tendências do mercado imobiliário da Europa. Mas, mesmo neste cenário turbulento, que se replica também em Portugal, Lisboa conseguiu manter um honroso 7º lugar na tabela das cidades europeias mais atrativas para investir (ver tabela), segundo a nova edição do Emerging TrendsEurope 2017, a que o Expresso teve acesso.

Um grupo de 781 ‘notáveis’, representantes de grandes fundos imobiliários, fundos de private equity e familly offices, pontuou 30 cidades da Europa de acordo com as oportunidades imobiliárias que oferecem, as taxas de rentabilidade dos seus ativos e o potencial de crescimento. Este ano, registaram-se grandes movimentações em várias cidades face à posição alcançada no estudo anterior.

A mais notória foi a grande ascensão das cidades alemãs no top 5 entre as mais interessantes para investir, ocupando quatro desses lugares: Berlim, Hamburgo, Frankfurt e Munique. Outra mudança de destaque é a descida a pique de Londres e Birmingham, penalizadas pelo fenómeno ‘Brexit’, que tem vindo a ensombrar as expectativas dos investidores (o estudo não reflete ainda o efeito Trump).

Lisboa, que na captação de investimento nos últimos 12 meses conseguiu ‘apenas’ dois mil milhões de euros, um dos valores mais baixos da Europa, consegue ainda assim, em termos proporcionais, um bom desempenho neste escrutínio dos investidores, pelo potencial que oferece. “Apesar de ser um mercado pequeno, Lisboa está nesta posição porque os investidores consideram que o preço dos ativos imobiliários está baixo. Uma posição acima até de outras cidades ibéricas como Madrid e Barcelona, onde os valores estão muito mais elevados”, diz Jorge Figueiredo, sócio da PwC, relembrando ainda outras questões que pesam a desfavor dos espanhóis, como o referendo pró-independência da Catalunha.

Lisboa tem feito um percurso ímpar nos últimos três anos nesta avaliação dos investidores. Em 2014, não ia além do 26º lugar (em 28 países), saltou para 9º em 2015 e para 7º este ano, mantendo-se nesta posição para 2017 pelo seu potencial de crescimento. “Quer os fundos oportunísticos quer os fundos tradicionais conseguem encontrar ativos numa cidade em que as yields (taxas de rentabilidade) estão entre as mais altas das capitais europeias. Existe, efetivamente, um grande potencial de rentabilidade para quem está disposto a aceitar riscos”, refere-se no estudo.

Procurar bons negócios em cidades mais secundárias como é o caso de Lisboa é, aliás, uma tendência apurada junto dos inquiridos. Lyon, a localidade que mais subiu no ranking (fecha o top 10, subiu 15 lugares), é também um bom exemplo disso. Tal como Amesterdão e Zurique, “duas capitais que têm ganho popularidade junto dos investidores”, sublinha Jorge Figueiredo.

O FURACÃO ‘BREXIT’

A enfrentarem tempos atípicos, com o mercado financeiro instável e o imobiliário sujeito a diversas vicissitudes, os investidores são unânimes em referir que o efeito ‘Brexit’ irá “redefinir o mapa do investimento imobiliário na Europa”. Para 89% dos inquiridos, a instabilidade política dos países é a maior preocupação neste momento. “Há uma onda de populismo no Reino Unido, em Itália, na Polónia e até na Alemanha, e isso está a criar incerteza, não oportunidade”, referiu o gestor de um fundo alemão com negócios em todo o mundo.

E quando se fala especificamente no ‘Brexit’, 92% dos mais de 700 investidores parecem estar convictos de que esta saída da União Europeia irá provocar uma quebra no valor dos seus ativos e na captação de capital. Porém, apenas 21% acreditam que o ‘Brexit’ poderá ter impacto negativo no volume de transações a ocorrer no resto da Europa.

Istambul, antiga estrela do imobiliário, também caiu em desgraça (28º lugar em 30), mas por outras razões. Pujante, em tempos, na captação de capital internacional, a cidade tem vindo a ser minada pelos constantes ataques terroristas. “Quando o mercado começava a recuperar dos ataques perpetrados em março, voltou a sofrer um novo atentado, o do aeroporto, em junho, onde morreram 45 pessoas e 230 ficaram feridas. Isso teve um impacto muito negativo junto dos investidores”, realçou um dos gestores citados no documento.

IMÓVEIS QUE 
ESTÃO EM ALTA (OU NÃO)

Além de passar a pente fino a capacidade de atração das 30 principais cidades da Europa, o estudo traça tendências no que respeita ao tipo de imóveis a investir ou não.

E definitivamente em alta estão as residências de estudantes, as residências assistidas para seniores, os hospitais/clínicas privadas e hotéis. 61% dos inquiridos identifica as residências de estudantes como uma boa alternativa de aplicação de capital em 2017 e 51% os hotéis. Uma tendência em que Lisboa começa já a marcar pontos, como sublinha o responsável da PwC, juntamente com Espanha e os países do Norte da Europa.

Em baixa estão os ativos localizados na periferia, sejam estes parques empresariais ou centros comerciais.

Fonte: Expresso Sapo



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