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MUNDO

23/11/2016

Portugal e Brasil são os países lusófonos que mais acessam a internet

O Brasil está em 63º lugar na lista da agência da ONU em 2016. O país melhorou subindo duas posições em relação ao ano passado. Entre os países de língua portuguesa, Portugal é o melhor colocado, na posição 44. A Coreia do Sul ficou em primeiro lugar pelo segundo ano consecutivo, seguida pela Islândia, Dinamarca, Suíça e Reino Unido.

A União Internacional das Telecomunicações (UIT) divulgou relatório esta terça-feira (22) sobre acesso à internet, telecomunicações e uso de telefones celulares em 175 países. O índice da agência da ONU, chamado de IDI, mede os indicadores de acesso e uso da internet e as qualificações das pessoas para usar a tecnologia.

O Brasil ficou em 63º lugar na lista da agência da ONU em 2016. O país melhorou subindo duas posições em relação ao ano passado. Entre os países de língua portuguesa, Portugal foi o melhor colocado na posição 44.

Entraram na lista também Cabo Verde, que teve o melhor resultado entre os países africanos, Timor-Leste, Angola, Moçambique e Guiné-Bissau, pela ordem da UIT.

A Coreia do Sul ficou em primeiro lugar pelo segundo ano consecutivo, seguida pela Islândia, Dinamarca, Suíça e Reino Unido. A Alemanha ficou em 12º, Estados Unidos em 15º e logo atrás França. A China no meio da lista: no lugar 87.

No Brasil, as mulheres usam mais o telefone celular do que os homens e 20% dos adolescentes e crianças menores de 15 anos não têm celular; nos outros países a média é de 35%.

Mostrando dados de 2015, a UIT diz que mais da metade da população brasileira tem um computador em casa e tem acesso à internet.

Portugal e Cabo Verde

Entre os lusófonos, o índice de computadores em casa e acesso à internet chega a 70% em Portugal, mas cai para 43% em Cabo Verde e tem uma queda mais acentuada em Angola e Moçambique onde o acesso online, por exemplo, é de 12% e 9%, respectivamente.

No geral, o relatório mostra que o mundo está ficando cada vez mais conectado e revela que ainda existem imensas oportunidades de investimento no setor.

O secretário-geral da agência, Houlin Zhao, afirmou que para "conectar mais gente à internet é importante ter como foco a redução das desigualdades socioeconômicas".

Barreira

Segundo o documento, a maioria das pessoas no mundo tem acesso aos serviços de internet mas não os utiliza. Por exemplo, a banda-larga móvel cobre 84% da população mundial, mas o uso da internet é de 47%.

A UIT afirma que muitas pessoas ainda não têm ou usam telefones celulares. Nos países em desenvolvimento, esse índice chega perto dos 20%. A maioria dos que não tem um celular está entre cinco e 14 anos de idade e os que têm mais de 74 anos.

Atualmente, 85% da população global entre 15 e 74 anos possui ou usa um celular. O relatório alerta que a maior barreira no momento a essa tecnologia é o preço do aparelho e não do serviço.

Fonte: Portugal Digital



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