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NEGÓCIOS E ECONOMIA

24/11/2016

Na Fiesp, Marcos Pereira lança Brasil Mais Produtivo e anuncia expansão do programa

No mesmo evento, MDIC apresentou aos empresários nova ferramenta de acesso a dados de exportação pelo portal do ministério

Lançado em 13 estados, incluindo São Paulo, o programa Brasil Mais Produtivo entrará em fase de expansão. A nova etapa foi anunciada pelo ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, hoje, em solenidade realizada na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.

Além das três mil vagas já disponíveis no programa, em todos os estados, o Brasil Mais Produtivo ofertará 300 a mais e agregará um novo setor, o de Equipamentos Médicos e Odontológicos, além dos quatro que já são atendidos. Em outras duas frentes de ação, o programa deverá abordar a eficiência energética das indústrias e adotar instrumentos de manufatura avançada.

“Tenho absoluta confiança na competência dos técnicos envolvidos no programa Brasil Mais Produtivo e na sua ampliação na parte de eficiência energética e de manufatura avançada. Será um sucesso”, afirmou o ministro.

Na fase atual, as empresas participantes do Brasil Mais Produtivo recebem uma consultoria especializada para que reduzam as formas mais comuns de desperdícios no processo produtivo. A intervenção intrafirma dura cerca de três meses. No estado de São Paulo, serão oferecidas 340 vagas para indústrias de pequeno e médio porte (11 a 200 funcionários). Este é o maior quantitativo de vagas destinado ao um estado pelo programa.

“Nós estamos empenhados sim para avançar, para que o Brasil volte a crescer. Pegamos o país numa situação extremamente difícil, mas é certo que todos nós somos maiores que essa crise. O brasileiro é guerreiro, o brasileiro é empreendedor, o brasileiro é vencedor e nós estamos empenhados para que haja uma melhoria no ambiente de negócios”, disse Marcos Pereira.

Benefícios do Brasil Mais Produtivo

A meta inicial é de melhorar a produtividade em 20%, mas os primeiros resultados do programa, lançado este ano em outros 12 estados, já apontam um ganho médio de 56,5%. Os benefícios também podem ser medidos por outros indicadores. Entre as primeiras indústrias atendidas, foi identificado aumento médio em qualidade da produção de 48,2%. O índice se refere à redução do retrabalho dentro da firma.

“O que nós precisamos agora é de um programa como o Brasil Mais Produtivo. Precisamos de mais competitividade através de juros mais baratos, crédito no mercado e menos burocracia. Um dos maiores patrimônios do Brasil é a indústria. O país não tem desenvolvimento sem o crescimento da indústria”, afirmou o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

A amostra, realizada com 150 participantes, apontou, ainda, uma redução na movimentação de funcionários dentro da empresa. Na média, caiu 620 metros, o que sugere mudanças e otimização de layout do espaço físico. Com a avaliação, a expectativa de retorno sobre o investimento do empresário no programa em um ano, ficou, na média, em cinco vezes. Isso porque o participante arca com pequena contrapartida ao ingressar no Brasil Mais Produtivo.

Em São Paulo, serão atendidas prioritariamente empresas de quatro setores - Moveleiro, Confecções e Calçados, Alimentos e Bebidas e Metalmecânico – instaladas em Arranjos Produtivos Locais (APLs). O número de inscritos no programa já ultrapassa o número de vagas disponíveis. Até o início da semana, o sistema já havia registrado 386 candidatos em São Paulo. No entanto, vale destacar que cada empresa passará por avaliação técnica para verificar se preenche os requisitos do programa.

A partir de critérios técnicos, foram selecionados os APLs de Móveis de Marissol, de Votuporanga e da microrregião de Campinas; de Calçados Masculinos de Franca, de Vestuário e Calçados da microrregião de Campinas, de Vestuário e Calçados da microrregião de Jaú; de Alimentos e Bebidas na APL de conservas, sucos e cereais de Ribeirão Preto, APL de mel, café e alimentos de Campinas e no de alimentos e bebidas da microrregião de Marília.

Expansão do programa

Com alta adesão ao Brasil Mais Produtivo e os resultados expressivos verificados entre os participantes, o MDIC trabalha em uma proposta de expansão, dividida em três fases.

A etapa atual, que destinou três mil vagas em todo o Brasil e R$ 50 milhões em recursos, terá pelo menos 300 vagas a mais, agregando um novo setor ao programa: Equipamentos Médicos e Odontológicos. Para esta nova fase, serão destinados R$ 4,5 milhões.

Em outra linha, o Brasil Mais Produtivo abordará a Eficiência Energética das indústrias. Utilizando método semelhante, a proposta é, de imediato, reduzir desperdícios de energia dentro da indústria. Em um segundo momento, o objetivo é buscar eficiência energética de forma global dentro da firma, por meio da análise e melhorias no consumo de recursos de produção, no chão-de-fábrica. A abordagem terá como base as premissas da ISO 50001.

A metodologia do programa será testada, inicialmente, em um projeto piloto, que contemplará 48 empresas de seis setores (oito por setor), atendidas em duas etapas. Serão selecionadas indústrias de pequeno e médio portes com atividades nas áreas de Metalmecânico, Alimentos, Transformados Plásticos, Cosméticos, Cerâmica Vermelha e Têxtil. Para a execução do projeto, foram destinados R$ 1 milhão em recursos do MDIC.

A terceira fase do projeto de expansão contempla os instrumentos de Manufatura Avançada. A proposta é aumentar a produtividade e proporcionar um salto qualitativo para as empresas atendidas. Com a participação de oito a dez empresas, será realizado um projeto piloto, em parceria com a CNI e o SENAI para elaborar, testar e aprimorar a metodologia. Serão destinados R$ 1,5 milhão em recursos do Senai para o projeto.

Comex Vis: dados de exportação por estado

Quatro meses após lançar o Comex Vis, ferramenta interativa de acesso aos dados de comércio exterior, na internet, o MDIC inaugurou hoje uma nova janela dentro do programa. Está no ar a versão que permite a visualização dos dados por Unidade da Federação, apresentadas aos empresários, na Fiesp, pelo Diretor do Departamento de Estatística e Apoio à Exportação, Herlon Brandão.

As informações já eram publicadas no portal do ministério. No entanto, o público interessado, formado em geral por gestores públicos e privados, precisava ter razoável capacidade de manuseio e análise de resultados. Os dados eram, até então, publicados em planilhas de Excel e banco de dados.

Com o Comex Vis por unidade da federação, as informações estarão disponíveis de forma interativa, por meio de representações gráficas. Além de tornar o acesso mais intuitivo e transparente, a inovação apoiará ações de incentivo às exportações nos estados, como o Plano Nacional da Cultura Exportadora.

O acesso à informação funciona como instrumento de inteligência comercial, associado à trilha de internacionalização das empresas com potencial exportador.

Por meio do Comex Vis estadual, empresários e agentes públicos poderão consultar a série histórica de exportação e importação; balança comercial do estado; blocos comerciais de destino/origem; país de destino/origem; principais produtos exportados/importados; e acesso à base de dados das UFs (respeitadas as limitações legais).

Fonte: MDIC



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