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NEGÓCIOS E ECONOMIA

28/11/2016

Portugal é segundo país da UE com mais PME por 100 habitantes

Fontes de financiamento alternativo continuam a ser "marginais e subdesenvolvidas", lamenta Bruxelas

Portugal é o segundo país da União Europeia com mais pequenas e médias empresas (PME) por cada 100 habitantes, apenas atrás da República Checa. Este é um dos destaques do relatório anual divulgado esta quinta-feira pela Comissão Europeia. Bruxelas destaca, no entanto, nota que o emprego nas PME está a recuperar lentamente e continua em níveis abaixo da crise de 2008. Em 2015 havia 783 307 pequenas e médias empresas, que representavam 99,9% do tecido empresarial. As PME davam emprego a quatro em cada cinco trabalhadores (78,1% do emprego). Ambos os indicadores estão acima da média dos 28 países da UE, (99,8% e 66,8%), respetivamente.

Mas ainda há muito trabalho a fazer no nosso país. As fontes de financiamento alternativo continuam a ser “marginais e bastante subdesenvolvidas, apesar dos esforços do Governo” para promover o investimento privado, dos fundos de capital de risco, de business angels e de financiamento colaborativo (crowdfunding). Ainda neste campo, o relatório nota que “desde 2012 tem havido uma tendência para os bancos recusarem menos financiamento às empresas”.

A demora nos pagamentos do Estado às empresas é outra das grandes preocupações de Bruxelas. O Estado português demora mais um mês a pagar do que a média da UE, o quarto pior desempenho, segundo o relatório. Mas Portugal também merece alguns elogios. O empreendedorismo é a área mais forte do nosso país e “tem registado grandes progressos desde 2008” para tentar reduzir a taxa de desemprego. Iniciativas como o plano nacional de implementação de uma garantia para a juventude e o programa investe jovem são duas das medidas destacadas. O relatório também assinala que Portugal é um dos países que mais facilmente dá uma segunda oportunidades aos fazedores que falham e cujas startups ou PME entram em processo de insolvência. A introdução do Processo Especial de Revitalização, do Sistema de Recuperação de Empresas por via Extrajudicial e do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas são três medidas assinaladas no documento de Bruxelas.

Fonte: Dinheiro Vivo PT



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