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NEGÓCIOS E ECONOMIA

09/12/2016

Inteligência artificial e realidade virtual integram as 10 principais tendências de consumo para 2017

Os consumidores esperam que a inteligência artificial passe da função de assistente à de gestor e, em apenas três anos, prevê-se que a realidade virtual não se distinga da realidade física.

De acordo com a sexta edição do seu relatório anual, a Ericsson ConsumerLab concluiu quais são as 10 principais tendências para 2017 e anos seguintes.

Toda a informação revelada pelo estudo tem por base o trabalho de investigação global que o Ericsson ConsumerLab tem vindo a realizar há mais de 20 anos.

Foi realizado, também, um inquérito junto de utilizadores avançados da internet residentes em 14 grandes cidades do mundo, em outubro de 2016. Este estudo representa 27 milhões de cidadãos, sendo que o seu perfil de early adopters é importante para uma análise sobre as tendências futuras, sendo elas:

IA em todo o lado. 35% dos utilizadores avançados da Internet querem ter um conselheiro de IA no local de trabalho, e um em cada quatro gostaria de ter IA a exercer funções de chefia. Em simultâneo, cerca de metade mostra preocupação com o facto de robôs com IA poderem fazer com que muitas pessoas percam os seus empregos.

Marcar o ritmo para a Internet das Coisas. Os consumidores utilizam cada vez mais aplicações automatizadas, contexto que promove a adoção da IoT. Dois em cada cinco acreditam que os smartphones conseguirão identificar os hábitos de vida dos seus utilizadores e realizar automaticamente uma série de tarefas em seu nome.

Pedestres fomentam utilização de carros autónomos. Os condutores de automóveis poderão estar em vias de extinção. Um em cada quatro pedestres admite que se sentiria mais seguro a atravessar a estrada se os automóveis fossem autónomos, e 65% preferiam ter um carro autónomo.

Fusão de realidades. Praticamente quatro em cada cinco utilizadores de realidade virtual (RV) acreditam que deixaremos de conseguir distinguir a RV da realidade física, no período de três anos. Metade dos inquiridos mostra-se interessada em luvas ou sapatos que permitam interagir com objetivos virtuais.

Corpos dessincronizados. Com os carros autónomos a tornarem-se cada vez mais uma realidade, aumentam os problemas de enjoo nos automóveis. Três em cada dez preveem a necessidade de comprimidos de enjoo. Um em cada três admite que precisa de comprimidos de enjoo sempre que utiliza tecnologias de realidade virtual e de realidade aumentada.

O paradoxo da segurança dos dispositivos inteligentes. Mais de metade dos inquiridos usa alarmes de rastreamento ou notificações nos seus smartphones. Entre os que confirmaram que se sentem mais seguros com o seu smartphone, três em cada cinco confirmam que arriscam mais exatamente porque confiam no seu telefone.

Silos sociais. Hoje em dia as pessoas transformam prontamente as suas redes sociais em silos. Um em cada três diz que as redes sociais são as principais fontes de notícias. Mais do que um em cada quatro valoriza mais a opinião dos seus contactos que os pontos de vista partilhados pelos políticos.

Realidade pessoal aumentada. Mais de metade das pessoas gostaria de usar óculos de realidade aumentada para iluminar ambientes mais escuros e identificar mais rapidamente potenciais situações de perigo. Mais do que uma em cada três gostaria de eliminar elementos perturbadores à sua volta.

Os limites da privacidade. Dois em cada cinco utilizadores avançados da Internet querem usar apenas serviços encriptados, mas as opiniões dividem-se relativamente a este assunto. Cerca de metade gostaria de ter níveis razoáveis de privacidade garantidos em todos os serviços, e mais do que um em cada três acredita que a privacidade já não existe.

Tecnologia avançada para todos. Mais do que dois em cada cinco utilizadores avançados da Internet gostariam de adquirir todos os seus produtos nas cinco maiores empresas de TI. Desses, três em cada quatro acreditam que isto só será possível dentro de cinco anos.

“Mais do que sobre o tempo real, devíamos falar sobre o tempo da realidade. Isto porque, aquilo que conhecemos e designamos por realidade está a tornar-se algo cada vez mais subjetivo e pessoal. Os consumidores rodeiam-se de pessoas com as quais se identificam nas redes sociais, mas ao mesmo tempo começam a personalizar a forma como se relacionam com o mundo, recorrendo às tecnologias de realidade aumentada e de realidade virtual”, avança Michael Björn, diretor do Ericsson ConsumerLab, uma reflexão sobre a ascensão da realidade virtual.

Continua o mesmo responsável: “Os consumidores querem também que o futuro se mantenha totalmente móvel, o que significa que a procura por uma conectividade mais rápida, mais imediata e de baixo consumo deverá aumentar rapidamente. Neste contexto, o tempo da realidade significa que é tempo das redes 5G.”

Os consumidores veem a inteligência artificial a desempenhar um papel cada vez mais importante, tanto na sociedade como no setor profissional.

Fonte: http://www.portugalglobal.pt/PT/PortugalNews/Paginas/NewDetail.aspx?newId=%7b600A2B6B-CDFC-41BC-8FE2-2046004ACF76%7d



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