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NEGÓCIOS E ECONOMIA

02/01/2017

Portugueses da Diáspora querem investir no país

90% dos portugueses que emigram pretendem regressar como investidores. Para eles foi criado o Gabinete de Apoio ao Investidor da Diáspora.

Os empreendedores portugueses, seja em Portugal ou no estrangeiro, têm agora a possibilidade de contarem com uma ajuda nos seus negócios através do Gabinete de Apoio ao Investidor da Diáspora - GAID.

O projeto, que tem vindo a ser desenvolvido pelo Governo, conta já com 131 gabinetes de apoio ao emigrante em Portugal, sendo que 127 estão integrados em municípios e quatro em juntas de freguesias.

Segundo José Luís Carneiro, secretário de estado das Comunidades Portuguesas, o GAID pretende identificar investidores da diáspora apoiando e informan- do-os nas suas intenções de investir em Portugal. "Mais de 90% dos portugueses emigrantes que pretendem investir no seu país, fazem-no nas suas terras de origem e junto das suas freguesias", explicou ao Jornal Económico o secretário de estado.

José Luís Carneiro adiantou que existem muitos portugueses emigrados que querem investir em micro e pequenas empresas em Portugal e também empresários nacionais que pretendem internacionalizar e o GAID irá dar apoio nos dois casos.

Neste momento o GAID já tem uma base de dados com sete mil micro e pequenas empresas e 66 Câmaras de Comércio. As áreas de atuação são sobretudo na agro-alimentar, logística e distribuição, construção civil e obras públicas, turismo e restauração, novas tecnologias de informação e comunicação, saúde e farmacêutica e também no ensino e educação.

"Só a Câmara de Comércio Franco-Portuguesa tem mais de 500 empresários portugueses e luso-descendentes cujo volume de negócios é na ordem dos 10 mil milhões de euros por ano", refere o secretário de estado.

Portugueses saem menos e regressam mais

São muitos os casos de portugueses que fazem sucesso no estrangeiro, cujas empresas se tornam marcantes nas economias nacionais dos países que os acolhe. Depois disso a vontade de investirem em Portugal é muito forte. "Para isso, é necessário apoiá-los e incentivá-los. É muito importante que venham investir na nossa economia", explica.

O membro do Governo revela que se verifica, ainda que ténue, uma estagnação nas saídas de portugueses para fora do país e um ligeiro aumento no regresso de alguns. Depois de nos últimos anos assistir-se a uma saída em massa de profissionais portugueses, existe uma clara regressão dessa situação, mesmo que ainda em números diminutos.

José Luís Carneiro assegura que a estabilidade social e política e o ligeiro crescimento da economia, "faz com que aqueles que partiram pensem em regressar, sem euforia mas com uma sólida esperança", admite. Para eles regressarem é preciso conhecer os canais que o Estado oferece e as oportunidades que existem. Saber onde investir para ter rentabilidade.

Conhecer quais os canais institucionais que podem recorrer para realizarem negócios seguros.

Para melhor informar os investidores portugueses da Diáspora, o secretário de Estado adianta ainda que está a ser preparado para 2017 um Guia Técnico de orientação e informação.

Este ano foram muitos os investidores da Diáspora que apostaram em Portugal, só para a regeneração urbana, por exemplo, investiram cerca de 100 milhões, sendo que dois milhões foram para Lisboa.

Através do GAID o Governo pretende incentivar o investimento na economia nacional e daí, a importância que mereceu o primeiro encontro de investidores da Diáspora que decorreu o mês passado em Sintra. José Luís Carneiro adiantou que o segundo encontro irá realizar-se em Viana do Castelo em 2017.

Fonte: http://www.portugalglobal.pt/PT/PortugalNews/Paginas/NewDetail.aspx?newId=%7b6C7F79A1-98F3-489D-B799-FE3C21C85DC5%7d



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