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MUNDO

03/01/2017

As melhores 'descobertas' de 2016. Duas são portuguesas

O The Guardian pediu a aventureiros e escritores para contarem quais as suas melhores descobertas em 2016, em todo o mundo. Há duas 'descobertas' portuguesas: uma em Lisboa e outra mais a Norte.

O The Guardian pediu a escritores e aventureiros para contarem quais as melhores descobertas que fizeram nas viagens realizadas em 2016. As “descobertas” vão desde comunidades de leões marinhos a livrarias ou estátuas. Mais: há dois locais portugueses que conquistaram o coração destes colaboradores do The Guardian: uma em Lisboa e outra mais a Norte.

Porto, Portugal: Uma corrida ao longo do Atlântico

Quem descobriu o destino da invicta foi Katie Parla, uma escritora americana que escreve sobre a gastronomia de Roma. Katie conta que neste ano treinou para duas maratonas, admitindo que treinar no meio de uma estrada torna-se pouco motivador. Foi, então, a cidade invicta que a ajudou neste desafio. A escritora admitiu que na sua recente visita ao Porto, preferia ter feito uma maratona em busca da melhor comida e bebida mas, ao invés, correu uns bons 30 km lado a lado com o Atlântico.

Depois de uma breve pesquisa no Google, Katie descobriu Gaia, na outra margem do Douro e o seu “grande, seguro e bem iluminado” caminho de corrida ao lado do oceano, que começa na Afurada e termina perto das praias do Espinho. Para espanto da escritora, o caminho inclui passadeiras de madeira que nascem em dunas e ainda passeios pavimentados que oferecem uma vista plena para o oceano.

Pelo caminho não faltam cafés e restaurantes, conta Katie, que admite que poderia fazer uma rápida paragem sempre que precisasse de um pouco de água. A escritora admitiu ainda que prefere correr de noite e que, por isso, foi muito gratificante ter descoberto este lugar onde, em segurança, poderia ir longe numa corrida que lhe permitiu conhecer uma nova cidade.

 

Lisboa, Portugal: A delícia da Cervejaria Ramiro

A capital portuguesa foi ‘descoberta’ e escolhida por Joe Warwick, escritor culinário e editor do Where Chefs Eat, que é um guia dos melhores restaurantes eleitos pelos chefs. Joe admite que uma das melhores coisas de ser editor de um guia de restaurantes é que os locais a visitar nunca se esgotam, seja onde for. Foi assim que Joe veio parar à Cervejaria Ramiro, na sua primeira viagem por Lisboa.

Joe explica que este restaurante é um dos preferidos de Nuno Mendes, chef português que abriu o seu negócio em Londres. Nuno Mendes costumava, desde pequeno, ir a esta cervejaria que mais tarde veio a servir de inspiração ao seu restaurante português no Mercado Old Spitalfields, Londres.

A Cervejaria Ramiro data de 1956 e foi-se transformando num destino onde os frutos do mar fazem as delícias da clientela. O marisco está em todo o lado e é já uma ‘obrigação’, conta Joe, que descreve minuciosamente as possibilidades culinárias que podem ser encontradas no restaurante. adverte ainda que não existem reservas, por isso, das duas uma: ou vai cedo, ou prepare-se para esperar numa bela e longa fila. Especialmente se houver futebol.

Além das duas ‘descobertas’ portuguesas, é longa a lista de outros pontos de interesse a nível global — destacamos mais cinco.

Dunhuang, China, província de Gansu

Peter Frankopan é historiador, autor de bestseller e investigador do Colégio de Worcester, Oxford. Quando questionado sobre a sua descoberta predileta de 2016, começou por afirmar que o ano de 2016 não foi só “desgraça e tristeza”. Na Ásia, as coisas estão rapidamente a mudar, comenta, afirmando que a Silk Road (rotas de comércio historicamente importantes, que ligam a China ao Mediterrâneo) está, de novo, a crescer.

Em setembro, Peter deslocou-se ao noroeste da China, em Dunhuang, num local situado entre os desertos de Gobi e Taklamakan, situados na parte sul das rotas Silk Road. A cidade é um oásis no meio do deserto, e situa-se perto das cavernas Mogao, um complexo budista fundado no século IV.

Para Peter, este foi o seu local de eleição de 2016, afirmando que o seu ponto preferido é no meio do deserto, um pouco mais a cima do lago Yueyaquan. Para o historiador, a melhores vistas são capturadas no nascer do sol, em cima de umas escadas metálicas nascidas nas dunas íngremes do deserto.

Massachusetts, Estados Unidos da América: Six Depot Roastery and Cafe

Mark Vanhoenacker, piloto e autor da obra ‘Uma viagem com um piloto”, escolheu este café nos Estados Unidos como a sua descoberta de 2016. Mark começa por contar como esta passou a ser a sua descoberta: foi no final dos anos 90 que o piloto foi a Copenhaga e provou uma sandes que acabou por se tornar “na melhor sandes que alguma vez provei”. Anos mais tarde, teve a oportunidade de voltar a Copenhaga mas, passadas horas à procura do café que antes fora, percebeu que o mesmo já havia desaparecido do mapa.

Mas o ânimo veio em Agosto, quando Mark descobriu uma outra sandes que é “tão boa” quanto a primeira. E, claro, a sandes foi encontrada no café americano Six Depot Roastery and Cafe, numa zona de Massachusetts onde o piloto cresceu. Mark conta que este espaço abriu em 2013 e que, como grande amante de café que é, este serve o melhor café do mundo. O local é uma adaptação moderna de uma estação férrea e que, ao mesmo tempo, se torna numa galeria de arte e de música ao vivo.

Por fim, aconselha a todos os amigos e leitores a visitar este local, que tem o melhor café e a melhor sandes de frango do mundo.

Los Islotes, Califórnia, México: A colónia de Leões Marinhos

Steve Backshall é um naturalista e apresentador de televisão que escolheu estas ilhas, que se situam a duas horas de La Paz, México, como a descoberta de 2016. Nas ilhas descansam leões marinhos e pelicanos, num mar transparente azulado onde peixes exóticos também nadam livremente.

Nestas ilhas, o leão marinho é o rei. Steve explica como funciona a psicologia dos mamíferos marítimos: se os perseguirmos, eles vão ignorar-nos, mas se arranjarmos uma forma que os cativar, elas vão “dançar connosco, debaixo de água, ao longo de horas”.

Steve conta que esta foi uma maravilhosa descoberta que realizou na sua lua de mel, onde ele e a mulher passaram todo o seu tempo a nadar com tubarões-baleia ou mantas… mas foram os leões marinhos que os cativaram na sua dança, num dos mais divertidos encontros para o casal.

Nova Iorque, Estados Unidos: A estátua na biblioteca pública

TC Boyle, autor de romances, escolheu uma estátua encontrada numa biblioteca pública de Nova Iorque como sendo a sua descoberta de 2016. Afirmou, mesmo, que um dos seus destinos preferidos de todo o mundo é a Biblioteca Pública de Nova Iorque, na 5ª Avenida. Recentemente, o escritor deslocou-se à sala de leitura e ficou encantado. E tirou anotações para o seu próximo livro.

Numa necessidade extrema de esticar as pernas, conta TC Boyle, deu consigo a olhar para uma estátua nos corredores da biblioteca. A estátua era uma menina que o “refrescou“. Gostou tanto dela que a pegou, entre as mãos, e dançou com ela pela corredor durante não sabe quanto tempo.

Em tom de brincadeira, o autor confessa que pediu à “menina” para ir num encontro de cocktails e jantar mas que, infelizmente, a menina já estava com outro casamento marcado…

Quénia: A praia Tiwi, Mombasa

Gillian Burke é bióloga, produtora de filmes e apresentadora de televisão. Gillian confessa que esta praia é a sua descoberta predileta de 2016 porque a faz lembrar da sua infância: vazia, de areias brancas e com aldeias dorminhocas. Os resorts, grandes e de luxo, os turistas ou os vendedores ambulantes ficam bem longe desta praia, conta a bióloga.

Os dias são passados na floresta ou na praia, à espreita de macacos ou lagartos que vagueiam no seu habitat. As noites são passadas a beber uma cerveja fresquinha com o cheiro do peixe recém pescado no ar.

Fonte: http://observador.pt/2016/12/26/as-melhores-descobertas-de-2016-duas-sao-portuguesas/



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