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NEGÓCIOS E ECONOMIA

03/01/2017

Presidente de Portugal deseja para 2017 mais 'crescimento económico'

"2016 foi o ano da gestão do imediato, da estabilização política e da preocupação com o rigor financeiro. 2017 tem de ser o ano da gestão a prazo e da definição e execução de uma estratégia de crescimento económico sustentado", disse Marcelo Rebelo de Sousa na mensagem de Ano Novo.

O Presidente de Portugal descreveu 2016 como o da "gestão do imediato" e desejou mais "crescimento económico" em 2017, no seu discurso de primeiro dia do ano, em Lisboa, reconhecendo "pequenos passos", mas "muito por fazer".

"2016 foi o ano da gestão do imediato, da estabilização política e da preocupação com o rigor financeiro. 2017 tem de ser o ano da gestão a prazo e da definição e execução de uma estratégia de crescimento económico sustentado. Aprendendo a lição de que, no essencial, tivemos sucesso quando nos unimos", disse Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém, informa a agência Lusa.

Na sua primeira comunicação ao país por ocasião do Ano Novo, de cerca de oito minutos, o chefe de Estado considerou "indesmentível" a existência de "estabilidade social e política", salientando o acordo sobre o salário mínimo, a aceitação de dois Orçamentos do Estado pela União Europeia, o cumprimento das obrigações internacionais, o reforço do sistema bancário e a compensação a alguns dos mais atingidos pela crise.

"Quer isto dizer que demos passos - pequenos que sejam - para corrigir injustiças e criámos um clima menos tenso, menos dividido, menos negativo cá dentro e uma imagem mais confiável lá fora, afastando o espetro da crise política iminente, de fracasso financeiro, de instabilidade social que, para muitos, era inevitável. Tudo isto foi obra nossa - nossa, de todos os portugueses. No entanto, ficou muito por fazer", vincou.

Apesar de um "balanço positivo", Rebelo de Sousa lamentou o crescimento da economia "tardio e insuficiente", os cortes de financiamento em "domínios sociais", a dívida pública "muito elevada" e o sistema de justiça "lento".

"O caminho para 2017 é muito simples - não perder o que de bom houve em 2016 e corrigir o que falhou no ano passado. Não perder estabilidade política, paz e concertação, rigor financeiro, cumprimento de compromissos externos, maior justiça social, formação aberta ao mundo, proximidade entre poder e povo", defendeu.

O Presidente da República declarou ser necessário "completar a consolidação do sistema bancário, fomentar exportações, incentivar investimento, crescer muito mais, melhorar os sistemas sociais, mobilizar para o combate, sobretudo, à pobreza infantil e curar de uma Justiça que possa ser mais rápida e, por isso, mais justa".

Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou a importância da visita do papa Francisco a Fátima, em maio, e as celebrações que se avizinham dos 40 anos sobre a igualdade entre mulher e homem, na família e no Código Civil e dos 150 anos de abolição da pena de morte.

"Numa palavra, aumentámos o nosso amor-próprio como nação e ganhámos fôlego na formação para um novo tempo, com a Cimeira Digital ("WebSummit"), na presença constante junto dos compatriotas que, fora do nosso território físico, pertencem ao nosso território espiritual, em vitórias, por natureza, raras - de que o Euro [de futebol, França2016] foi feliz exemplo -, na afirmação do nosso papel no mundo, com a eleição aclamatória de António Guterres como secretário-geral das Nações Unidas", disse o presidente português.

Fonte: http://www.portugaldigital.com.br/politica/ver/20108120-presidente-de-portugal-deseja-para-2017-mais-qcrescimento-economicoq



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