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17/01/2017

PwC: Brasil cai na lista de principais destinos globais de investimento

País aparece em sétimo lugar quando os CEOs são perguntados sobre quais mercados consideram mais importantes para as perspectivas das suas empresas nos próximos 12 meses

O Brasil caiu na lista de prioridades de investimentos dos executivos globais, segundo uma pesquisa divulgada pela PwC, que tradicionalmente antecede o início oficial do Fórum Econômico Mundial, em Davos. Nesta 20ª edição da pesquisa, o Brasil aparece em sétimo lugar (com 7% das respostas) quando os CEOs são perguntados sobre quais mercados consideram mais importantes para as perspectivas de crescimento das suas empresas nos próximos 12 meses. Na edição anterior, o Brasil estava em sexto lugar (com 8%).

“O Brasil caiu no ranking e está lutando com uma profunda recessão, apesar de estar começando a se recuperar”, diz o relatório da PWC. A pesquisa ouviu 1.379 executivos de 79 países, em dezembro do ano passado. Nos últimos dois anos, a liderança ficou os Estados Unidos, que em 2017 apareceu em 43% das respostas.

No resultado geral, 29% dos executivos acreditam que a economia global vai melhor nos próximos 12 meses, contra 53% que acham que vai continuar igual e 17% que creem em piora. Já considerando apenas os brasileiros, 43% esperam melhora no mundo, 52% continuidade e apenas 5%, piora.

Em relação às perspectivas para a própria companhia ao longo do próximo ano, no mundo 38% estão “muito confiantes”, 47% “um pouco confiantes”, 13% “não muito confiantes” e 2% “nem um pouco confiantes”. No Brasil, 57% estão “muito confiantes”, 40% “um pouco confiantes” e 2% “nem um pouco confiantes”.

Entre as principais preocupações citadas pelos executivos brasileiros estão: regulamentação excessiva (mencionada por 42%), crescimento econômico incerto (34%), volatilidade cambial (31%) e incerteza geopolítica (31%). No mundo, os maiores receios são com: crescimento econômico incerto (49%), instabilidade social (44%) e incerteza geopolítica (43%).

Além disso, a pesquisa entrevistou mais profundamente 20 CEOs, entre eles o líder do Santander no Brasil, Sérgio Rial. Na conversa, ele diz que os executivos atuais precisam saber lidar com “polarização”. “O cliente quer um produto de qualidade a um custo acessível, com transparência e uma história que seja consistente com os melhores valores da sociedade. Já os acionistas querem o melhor e mais rápido retorno de um produto, com melhor otimização do capital. Esses são os conflitos que criam valor e geram progresso e que não são necessariamente excludentes”, afirma ele no relatório.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/pwc-brasil-cai-na-lista-de-principais-destinos-globais-de-investimento-dxgndylgwcrb6y3otoiqu3nhv



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