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17/01/2017

PWC: Indústria naval portuguesa renasceu

A indústria naval está mais dinâmica, tendo iniciado em 2015 uma recuperação acelerada. O volume de negócios e as exportações dispararam.

O volume de negócios da construção naval aumentou 167,5% em 2015 face ao ano anterior, havendo um incremente de 25,4% no segmento específico da manutenção e reparação. Este e outros valores são revelados pela sétima edição do Leme – Barómetro PwC da Economia do Mar, documento que será apresentado ao público na próxima quinta-feira, dia 19. “Quase todos os indicadores relativos à economia do mar, apurados pela PwC desde 2008, melhoraram entre 2014 e 2015”, sublinha Miguel Marques, partner da consultora.

Os números da PwC baseiam-se num inquérito às empresas que integram a Associação das indústrias Navais (AIN), mas os valores já apurados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmam a tendência de recuperação sustentada desta indústria, embora diferindo na amplitude do crescimento registado (ver gráfico abaixo cedido pela AIN). O segmento da reparação e manutenção valeu 201 milhões de euros em 2015, segundo o INE (160 milhões segundo a AIN), enquanto que a construção chegou aos 96 milhões de euros (INE) ou 27 milhões (AIN). O importante nesta estatística é que a tendência de crescimento é notória segundo as duas fontes.

Empresas que estão a vender “O mercado caiu muito após a crise de 2008. Os estaleiros de Viana e do Mondego fecharam. Foi um período muito mau para o setor, quer em Portugal quer no mundo inteiro. Antes da crise, tínhamos um estaleiro em Viana que faturava 100 milhões de euros por ano. Os primeiros sinais de recuperação surgiram em 2013, com a compra das infraestruturas dos estaleiros de Viana pela Martifer e, há dois anos, com a reativação dos Estaleiros do Mondego pela Atlanticeagle Shipbuilding. O ano de 2014 foi o da consolidação e 2015 o da recuperação”, afirma José Ventura de Sousa, secretário-geral da AIN.

“Outro dos exemplos a seguir é a Nautiber, que constrói navios em fibra de vidro e não em aço, dedicando-se mais ao setor marítimo-turístico, Venderam cerca de seis milhões de euros em 2016″, assegura o secretário-geral da AIN.

Apesar de estar muito abaixo dos valores de 2008 (-80,2%, segundo o índice da PwC), a recuperação recente do volume de negócios da construção naval, e de outros segmentos de negócio ligados ao mar, acaba por não ser uma surpresa. A Douro Azul é um bom exemplo de cliente da indústria naval. A empresa de Mário Ferreira comprou por 8,750 milhões de euros o navio Atlântida que tinha sido rejeitado pelo governo regional dos Açores em 2009. O negócio foi feito em 2014, mas as adaptações para um cruzeiro de luxo só estariam prontas no ano seguinte, já nos nos novos estaleiros rebaptizados West Sea pela Martifer, grupo que ganhou a subconcessão da infraestrutura dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC).

Apesar de estarem em Processo Especial de Revitalização (PER), os Estaleiros Navais de Peniche assinaram, recentemente, com os indianos da West Coast Shipyard para construir e desenvolver materiais para a Índia e seus mercados regionais. “A aprovação do PER dos Estaleiros Navais de Peniche irá consolidar a atividade da construção naval nacional”, considera José Ventura de Sousa.

Mas há múltiplos exemplos do renascimento da indústria naval. Os estaleiros navais Navalria, em Aveiro, pertencentes ao grupo Martifer, integram a primeira versão da lista europeia de estaleiros para desmantelamento e reciclagem de navios adoptada pela Comissão Europeia.

Produtividade e exportações Os indicadores da indústria naval mostram igualmente que Portugal não está a produzir barato, mas sim com qualidade e a bom preço. Essa realidade é bem visível na evolução do Valor Acrescentado Bruto (VAB), isto é, no valor dos bens e serviços produzidos, descontando os consumos intermédios necessários a essa mesma produção. Esse facto é particularmente visível nos serviços de reparação e manutenção (barra verde no próximo gráfico). No seu todo, o VAB da indústria naval cresceu 31,3% em 2015 comparativamente a 2014.

“Nos últimos 3 anos assistiu-se a uma redução das importações e a um crescimento das exportações, mas ainda longe dos valores atingidos na década anterior. Nos primeiros 7 meses de 2016, a evolução das exportações nacionais foi idêntica à da construção naval. As exportações foram 2,7 vezes superiores às importações”, explica José Ventura de Sousa.

Economia do mar De qualquer forma, a fileira da economia do mar é extensa. Há mais de uma dúzia de indicadores que cresceram acima de 10% entre 2014 e 2015, num total de mais de 40 que são apurados anualmente desde 2008 pela PwC. E um dos valores negativos acaba por ser positivo: -45,89% de vítimas mortais ou desaparecidos no mar.

Salta igualmente à vista o crescimento no Registo Internacional de Navios da Madeira em termos de tonelagem de arqueação bruta. A PwC registou um aumento de 22,9% no número de embarcações no Registo Internacional de Navios da Madeira e de 79,7% na tonelagem de arqueação bruta dos navios de comércio no registo madeirense. A origem deste crescimento é, sobretudo, alemã e grega. Segundo avançou o DN, em notícia publicada a 19 de dezembro último, o interesse na Madeira por parte de grandes armadores europeus é notório. Há quase 500 barcos com pavilhão de Portugal. A bandeira portuguesa é a segunda nos cargueiros alemães, só superada pela Libéria.

Fonte: https://www.dinheirovivo.pt/empresas/volume-de-negocios-da-construcao-naval-mais-do-que-duplicou/

 



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