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MUNDO

03/02/2017

Investigadores portugueses criam drone e barco robô para ajudar migrantes

A equipa já teve contactos com a Marinha Portuguesa, participando em exercícios e colaborando com os grupos de investigação da Escola Naval.

Investigadores portugueses criaram um protótipo com robôs capazes de se articularem para vigiar o mar, localizar e prestar um primeiro auxílio a migrantes em apuros, com o qual concorrem a um concurso internacional no Dubai.

O projeto, que concorre com nove outros, entres os quais o do Imperial College de Londres ou da empresa Nokia ao prémio "Drones for Good", de aplicação pacífica daqueles aparelhos voadores controlados remotamente, foi construído no departamento de Engenharia Eletrotécnica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

Francisco Marques, doutorado em Robótica e um dos sete membros da equipa de investigação por detrás do projeto, descreve-o como "uma equipa de multi-robôs que se coordenam uns com os outros para encontrar migrantes no mar", usando um 'drone' e um barco não tripulado.

"Fazer estas coisas desde o princípio é uma experiência espetacular, tem outro gozo", afirmou, assumindo que o objetivo da equipa sempre foi "fazer investigação aplicada", que sirva para ser aplicada a problemas reais, quer nesta vertente quer na industrial.

O protótipo do veículo aquático, montado num pequeno catamarã comprado numa loja náutica e reforçado com fibra de carbono, inclui painéis solares, um sonar que consegue detetar volumes na superfície da água, um laser que consegue "ver" a 360 graus e determinar uma posição com uma precisão a cinco centímetros e computadores para comunicar e se articular com o 'drone'.

O 'drone' é capaz de aterrar e levantar voo a partir de uma plataforma no barco e elevar-se no ar, captando imagens que são enviadas para um operador. Se for identificado um barco ou pessoas na água, o barco dirige-se para o local e pode lançar um primeiro meio de socorro, como jangadas insufláveis, até chegarem meios maiores.

Com uma rede de dispositivos assim, defendem os autores do projeto, seria possível vigiar uma grande área geográfica marítima de forma menos dispendiosa e com menos meios humanos.

"Se for detetado um barco com pessoas, os 'drones' são avisados e deslocam-se para o local, levando jangadas insufláveis e mantimentos que ajudam os migrantes até chegarem os meios tradicionais de salvamento", descreveu Francisco Marques.

Com o prémio do concurso "Drones for Good", que ronda o milhão de dólares, a equipa poderia passar da fase de protótipo para algo mais consolidado, com prioridade para o barco, que teria que ser mais robusto, basicamente inafundável, para poder aguentar as condições do mar.

Fonte: http://www.revistaport.com/noticia.php?categoria=6&id=1002&titulo=Investigadores%20portugueses%20criam%20drone%20e%20barco%20rob%C3%B4%20para%20ajudar%20migrantes



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