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MUNDO

07/02/2017

Governo lança política comum de divulgação cultural no estrangeiro

Os ministérios da Cultura e dos Negócios Estrangeiros vão coordenar em conjunto a política estratégica de promoção da cultura portuguesa no estrangeiro, tendo previstas já para este ano cerca de 1.300 iniciativas em 75 países, foi hoje anunciado.

A ação cultural externa vai envolver todos os organismos e serviços públicos com atuação internacional nas áreas da cultura e será coordenada pelo Instituto Camões, na alçada do Ministério dos Negócios Estrangeiros, e pelo Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais, do Ministério da Cultura.

"Trata-se de integrar, articular e coordenar, e pôr sob uma estratégia comum as ações que o Estado português ou agentes culturais, com o apoio do Estado, realizam no estrangeiro com vista à promoção, divulgação, difusão da cultura portuguesa", disse o ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, durante a apresentação pública do programa.

O governante adiantou ainda que haverá uma reserva financeira constituída por 10% do orçamento da totalidade dos organismos envolvidos.

"A globalidade dos organismos tem que dar 10% para a internacionalização e é isto que chamamos reserva financeira constituída para a ação cultural externa", explicou o ministro da Cultura.

Luís Filipe Castro Mendes especificou que isto "não quer dizer que cada entidade seja obrigada a dar 10%, umas podem dar mais, outras podem dar menos", mas o bolo final terá que perfazer aquele valor.

Entre estas entidades, o governante distinguiu "dois tipos de entidades: as que apoiam agentes culturais - como a Direção-Geral das Artes - a fazer iniciativas no estrangeiro, o caso de Vhils em Banguecoque, e as que realizam as suas próprias atividades de internacionalização, caso de uma digressão do Teatro de São Carlos, ou de uma digressão internacional do Teatro D. Maria II, por exemplo, que estará no Festival de Avignon".

Segundo o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, passa a haver também a obrigação de vários outros serviços, alguns de promoção da economia portuguesa e do turismo português, de incluírem nas suas atividades a dimensão cultural de promoção da cultura portuguesa.

Para Augusto Santos Silva, mais do que as iniciativas previstas, "o que é mais relevante é o seu alcance geográfico", porque é "praticamente em todo o mundo que se realizarão em 2017 ações de promoção da cultura portuguesa".

"Nós temos 75 países cobertos, 31 dos quais na Europa, o que quer dizer que 44 deles estão fora da Europa e estão no Magrebe e no Médio Oriente, estão na África Subsariana, estão na América Latina, estão na América do Norte, estão na Ásia Central, estão na Ásia Pacífica, porque é essa dimensão global da língua portuguesa que se constata e é a dimensão global das culturas que se exprimem em português que nós devemos também valorizar", afirmou.

O programa de ação externa 2017 vai permitir incentivos financeiros para apoiar, por exemplo, atividades de tradução e ilustração de autores portugueses no estrangeiro, bem como a tradução de obras portuguesas.

No âmbito dos incentivos estão contemplados os prémios instituídos por Portugal, como o Prémio Camões e o Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura, a que se acrescenta o novo Prémio Luso-Brasileiro de Literatura Infanto-Juvenil.

Fonte: https://www.noticiasaominuto.com/cultura/735348/governo-lanca-politica-comum-de-divulgacao-cultural-no-estrangeiro

 



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