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16/02/2017

Belas Clube de Campo: Golfe Júnior. Estas tacadas não se medem aos palmos

No Belas Clube de Campo ensinam-se crianças a afinar tacadas no programa Golfe Júnior. Fomos assistir a uma aula e ver como se pratica a técnica, mas também a concentração e a paciência.

Sábado, 10h, chuva, dia de treino. Os mesmos alunos, o sítio do costume: Belas Clube de Campo. A rotina está estabelecida e os golfistas do programa Golfe Júnior não falham. Sabem que a prática leva à perfeição e, por isso, todas as horas são essenciais para aperfeiçoar a técnica.

No dia em que o Observador assistiu à aula, e por causa do mau tempo, o início aconteceu em sala, com 10 alunos, para fazer o aquecimento. A pergunta que mais se ouve é “quando é que vamos para o campo?” ou “quanto tempo posso lá ficar?”. Como a chuva dá tréguas, o momento lá acontece. E é na hora de sair de buggy que o verdadeiro espírito da modalidade se faz sentir: calma, tranquilidade e uma imediata ligação à natureza envolvente.

O programa Golfe Júnior do Belas Clube de Campo destina-se a jovens dos seis aos 17 anos e tem como objetivo “desenvolver atletas, para que que tanto no desporto quanto na vida aprendam valores como disciplina e fairplay, além da prática de atividade física e introdução a um ambiente competitivo”, explicam os responsáveis do Clube.

Esta é a segunda vez que a iniciativa arranca e as contas mudaram: dos 17 alunos reunidos no arranque, em 2017 somam-se 27.

Alguns chegam ao relvado já com conhecimentos transmitidos pela família e alguma prática, outros sem qualquer contacto com o golfe mas com determinação — uma qualidade, assim como a resiliência, que é fundamental neste campo.

Miguel Macedo, de 14 anos, joga desde os sete. A família já jogava e foram as tacadas do irmão mais velho que o fascinaram. “Sempre os vi jogar e sempre gostei muito de golfe. Agora vivo em Miraflores e venho todos os sábados. Mesmo hoje, com chuva, não faltei.” Naquele dia, explicou ao Observador que nem sempre é fácil manter-se fiel à modalidade. “Não ter medo é essencial. Nesta modalidade é natural errar, não alcançar logo resultados. Durante um ano não acertava na bola, e não desisti.”

As aulas são dirigidas por dois professores: Clara Teixeira, que começou há um ano e meio, e Marco Rios, professor de golfe há 10. A primeira chegou há cinco meses do Brasil para se focar nos ensinamentos aos mais novos neste clube. Representou o seu país de origem em mais de 15 campeonatos oficiais e subiu ao pódio diversas vezes nos vários torneios onde participou. Foi a dar formação de golfe a oficiais na força aérea que reforçou o gosto pela instrução de golfe. Dar aulas a crianças tem sido um desafio.

“Temos tido ótimos resultados. Vamos conhecendo o jeito de cada um, as características que os distinguem. Acabamos por criar uma relação única com cada criança”, diz ao Observador.

Quanto às vantagens da modalidade nestas idades, a instrutora não tem dúvidas: “Começar cedo faz com que os alunos pratiquem a paciência, o foco e a capacidade de errar e continuar. No fundo, a determinação perante as situações” que pode servir de competência a aplicar no dia-a-dia. “O golfe é mesmo isso, é difícil e frustrante, sim. Para que se tornem bons jogadores é preciso tempo, ter paciência, capacidade de errar e continuar a treinar”, reforça.

Para alcançar resultados positivos, nas aulas fazem-se testes e dividem-se os golfistas por turmas, de acordo com as idades e o nível de experiência. Nesta altura existem três grupos: os iniciados, os cadetes e os elite.

“Ricardo, repara neste movimento, repara onde está o taco. Olha para as tuas mãos, o taco ‘está aberto’, foi por isso que não resultou”, diz Marco enquanto analisa uma imagem. Este é um dos comentários ouvidos na sala ao lado do campo de golfe, no final da aula. Depois das tacadas serem gravadas pelos professores, a turma vê todos os pormenores em vídeo. Desta forma os alunos têm uma maior perceção do que pode ser melhorado. Naquela manhã, o Ricardo, que tem nove anos e joga desde os quatro, ouviu atentamente o conselho e partilhou connosco: “Estes vídeos são mesmo importantes. Gosto de ver o que faço mal, é assim que posso melhorar e depois jogar melhor.”

A atenção aos pormenores é uma constante, como explica Marco. “Estamos a avaliar tudo: postura, grip [a forma como são colocadas as mãos na pega do taco, corresponde também à pega do taco normalmente em couro ou borracha], posição da bola, impacto, movimento, o takeaway [movimento completo de rotação do corpo, durante o qual o taco descreve um arco]. Há diversos elementos que são analisados.”

Até fazer chegar a bola aos buracos espalhados pelo relvado, é preciso tempo. “A ideia é que durante os treinos se limite o foco a um ou dois pormenores, para que se melhore e se atinja a perfeição. Se o grip e o takeaway não estiverem bem, por exemplo, não passamos para outro”, acrescenta.

O programa Golfe Júnior decorre até junho. Para participar nas aulas só é preciso tratar dos tacos, o resto dos materiais é cedido pelo clube. As aulas acontecem todos os fins de semana, sendo que pode optar-se por ter apenas uma aula num dos dias ou frequentar as duas. Os preços vão desde os 35€ aos 75€.

Depois deste programa, há a possibilidade de continuar a ter aulas mais intensas, através do plano de 12 semanas. Aqui não há idade limite. Apenas a paciência e o gosto pela modalidade definem a participação.

Fonte: http://observador.pt/2017/02/14/golfe-junior-estas-tacadas-nao-se-medem-aos-palmos/



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