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16/02/2017

PwC: Emergentes dominam economia mundial

Os mercados emergentes passam a dominar a economia a partir de 2050, revertendo o actual quadro que tem no Ocidente o centro de gravidade da riqueza mundial. A conclusão é de um estudo da PwC, que antecipa as mudanças da ordem económica mundial em 2050, altura em que ao topo da cadeia do crescimento passam a estar as economias emergentes.


A consultora antecipa que, dentro de três décadas, a dimensão da economia mundial vai estar acima do dobro e pode ultrapassar o crescimento da população, devido aos avanços da tecnologia. Para o efeito, conclui o estudo, são necessárias políticas sustentáveis e amigas do crescimento, o que não acontece se houver “um recuo na direcção do proteccionismo”. Se a economia avançar como previsto, em 2050 as economias emergentes vão representar cerca de 50 por cento do PIB mundial, face aos 35por cento actuais.
A China passa a ser a maior economia do mundo, reunindo cerca de 20 por cento da riqueza total do globo. A Índia já empurrou os Estados Unidos para o terceiro lugar da tabela, com a Indonésia a escalar do oitavo para o quarto posto. Piores são as perspectivas para as economias europeias, que começam a ficar para trás. Países como o México devem ultrapassar gigantes como o Reino Unido ou a Alemanha, sendo que entre as sete maiores economias mundiais, seis são emergentes. O peso da União Europeia no PIB mundial caiu para menos de 10 por cento, um valor menor que o da Índia.
Entre as economias que mais se vão destacar nas próximas décadas encontram-se ainda o Vietname e o Bangladesh que, juntamente com a Índia, devem registar o ritmo de crescimento mais acelerado.
O Reino Unido vai conseguir recuperar do "Brexit" e continuar a crescer mais depressa que os demais países da UE, mas a economia mais vigorosa dos 27 deve ser a Polónia. França não deve figurar entre as dez maiores economias mundiais e Itália não vai ficar além do 20.º posto. Nas economias desenvolvidas o salário médio continua a ser mais elevado, mas em 2050 a diferença entre os dois grupos de países vai ser menor. O estudo da PwC refere que, com o dissipar das desigualdades, vão ser criadas mais oportunidades de investimento de longo prazo. “Mas é  necessária paciência para que as tempestades dos últimos anos em países como o Brasil, a Nigéria ou a Turquia se dissipem”, sublinha o estudo. A consultora deixa ainda um desafio aos emergentes: para que concretizem todo o seu potencial económico devem implementar reformas estruturais de forma a aumentar a estabilidade macroeconómica, diversificar as economias e tornarem-se menos dependentes das matérias-primas. As instituições legais e políticas também precisam de mais desenvolvimento. Entre 2016 e 2050, o ritmo médio de crescimento global deve ficar nos 2,6 por cento anuais.

Acordos

Os governos da Venezuela e da China assinaram ontem em Caracas 22 acordos no valor de mais de 2.700 milhões de dólares nas áreas da energia, finanças, comércio, ciência, tecnologia e cultura. “São 22 convénios (…) num montante de investimento superior a 2.700 milhões de dólares”, anunciou o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, após a assinatura dos acordos, num acto transmitido pela televisão estatal venezuelana.
Maduro afirmou que, com a China, há “uma associação estratégica de desenvolvimento integral que abarca todas as dimensões do desenvolvimento económico”.
O líder da Venezuela afirmou que os acordos “vão tornar possível a construção de uma refinaria grande e moderna”, na China, num projecto conjunto entre os grupos estatais Petróleos de Venezuela e Corporação Nacional de Petróleo da China. “Todo o petróleo que a China necessita está no território venezuelano”, afirmou Nicolás Maduro. Maduro lembrou que, através do fundo China-Venezuela, foram investidos nos últimos dez anos 20.000 milhões de dólares (18.860 milhões de euros) no desenvolvimento de projectos conjuntos e que a este acordo se somou mais tarde um outro fundo, avaliado em 42.000 milhões de dólares. O evento contou com a presença do vice-presidente da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China, Ning Jizhe.
Ning lembrou que os acordos financeiros assinados entre a China e a Venezuela, desde há mais de dez anos, “apoiaram a implementação de mais de 500 projectos prioritários para o desenvolvimento sócio económico da Venezuela”.  China e Venezuela são parceiros estratégicos.

Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/emergentes_dominam_economia_mundial



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