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24/02/2017

EDP registra EBITDA de R$ 2,3 bilhões em 2016

Companhia investiu R$ 1,2 bilhão em suas operações no ano passado, com reforço de 50% do investimento na distribuição

 A EDP, empresa que atua nas áreas de geração, distribuição, comercialização e soluções em energia elétrica, registrou EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 2,3 bilhões em 2016. A receita líquida chegou a R$8,9 bilhões e o lucro líquido da Empresa no ano passado somou R$ 667 milhões. Excluindo o efeito não caixa, o valor do lucro líquido é R$538 milhões, 34% superior ao registrado em 2015 (R$ 401 milhões).

“Mesmo em um período recessivo, a EDP entregou resultados consistentes e, pelo segundo ano consecutivo, investiu mais de R$ 1 bilhão no Brasil, reafirmando o seu compromisso com o País. Em 2016, a Empresa se capitalizou, estando preparada para continuar sua trajetória de crescimento”, afirma o diretor presidente da EDP, Miguel Setas.

A EDP investiu R$ 1,2 bilhão em suas operações no ano passado, volume 5,7% maior do que o realizado em 2015. Do total, R$ 481 milhões foram direcionados às distribuidoras em São Paulo e no Espírito Santo, valor 50% superior ao ano anterior. Os recursos foram destinados à instalação de sistemas de medição, expansão das linhas e subestações, melhorias da rede, substituição de equipamentos, entre outras atividades. Na geração, o aporte foi de R$ 681,2 milhões, considerando os investimentos nas hidrelétricas de Santo Antônio do Jari, Cachoeira Caldeirão e São Manoel.

Excelência na execução

Em 2016, mais uma vez a EDP demonstrou a sua excelência na execução de projetos. Com entrega antecipada em oito meses e dentro do orçamento, a Usina Hidrelétrica Cachoeira Caldeirão, de 219 megawatts (MW), entrou em operação em maio, produzindo receita operacional líquida de R$ 28,3 milhões no ano, valor referente a 50% da participação da EDP no empreendimento, com a venda no mercado livre da energia gerada antes do período de contratação.

As obras da Usina Hidrelétrica São Manoel, em construção na divisa entre o Mato Grosso e o Pará, atingiram 83,4% de evolução em dezembro. Com capacidade instalada de 700 MW, sendo a participação da EDP de 33,3%, o empreendimento gerará energia o suficiente para atender a uma cidade de 2,5 milhões de habitantes. Após a inauguração, prevista para 2018, a EDP terá uma capacidade total de geração de 3,0 GW.

O turnaround de Pecém, outra meta importante para a Companhia, chegou a níveis recordes no ano passado. A disponibilidade da usina termelétrica terminou 2016 em 88,5%.

Avanços na distribuição

Os investimentos das distribuidoras EDP em São Paulo e Espírito Santo no combate à inadimplência e à fraude ajudaram a reduzir as perdas e os gastos com Provisões para Devedores Duvidosos (PDD). As perdas não técnicas em baixa tensão no estado paulista recuaram 0,62 pontos percentuais do quarto trimestre de 2015 ao mesmo período de 2016, chegando a 9,98%. Na região capixaba, o resultado recuou para 13,50% em dezembro, de 14,98% no final do ano anterior.

A PDD diminuiu de R$ 19,9 milhões em São Paulo no primeiro trimestre para R$ 8,9 milhões nos três últimos meses do ano. No Espirito Santo, recuou de R$ 12,4 milhões para R$ 4,3 milhões na mesma base de comparação.

Outro marco do segmento em 2016 foi a revisão tarifária periódica promovida pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) na área de concessão da EDP no Espírito Santo, que permitiu uma evolução da Parcela B (referente aos serviços de distribuição) de cerca de 10%. Destaque também para o aumento do limite de perdas regulatórias permitido pela agência. A meta base para as perdas não técnicas na baixa tensão passou de 7,87% para 11,45%.

Capitalização e Novos Negócios

O aumento de capital de R$ 1,5 bilhão concluído em julho, possibilitou à EDP antecipar o pagamento da dívida da UTE Pecém I com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), no montante de R$ 922,6 milhões. Os recursos também permitiram a quitação da Cédula de Crédito Bancário da Empresa, em um total de R$ 303,2 milhões. Os pré-pagamentos trouxeram uma diminuição no custo da dívida de cerca de dois pontos percentuais.

Com a consolidação do equilíbrio financeiro, a Companhia pode investir em novas frentes de atuação. Em outubro, a EDP arrematou o lote 24 do Leilão de Transmissão realizado pela Aneel, recebendo a concessão para operar uma linha de 113 quilômetros no Espírito Santo. A Empresa também entrou no ramo pioneiro da geração solar distribuída, com o início da implantação da EDP Solar.

Já olhando para o início de 2017, a Companhia investiu em novas tecnologias para elevar a eficiência das operações. A EDP foi a pioneira do setor ao implementar o primeiro sistema robótico para processar atividades internas, o R1SP (Robô 1 Serviços Partilhados), que será direcionado a funções rotineiras com alto volume de dados.

“A agenda digital constitui uma prioridade para a EDP, para elevar ainda mais os níveis de eficiência da Companhia”, conclui Miguel Setas. 

Fonte: Assessoria



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