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NEGÓCIOS E ECONOMIA

16/03/2017

Investimento imobiliário em Portugal deve bater novo recorde em 2017

O investimento imobiliário no sector comercial conheceu um forte impulso em 2015 e 2016 e deverá bater este ano um novo recorde.

Depois de o investimento imobiliário no sector comercial se ter aproximado dos 2 mil milhões de euros em 2015 e de ter ultrapassado os 1,3 mil milhões de eros no ano passado, os primeiros meses de 2017 indicam que este pode ser um ano de novos recordes. A previsão é da Cushman & Wakefield e tem por base a atividade observada desde o início se janeiro. Os dados da consultora indicam que desde o início do ano foram fechados 10 negócios de investimento imobiliário cujo valor ronda os 180 milhões de euros. A estes somam-se transações no valor de 600 milhões de euros que se encontram em fase adiantada de negociação.

“A concretizar-se esta estimativa de volume de investimento de janeiro a junho de 2017, o primeiro semestre deste ano figurará no Top 3 do ranking de investimento imobiliário em Portugal, ultrapassado apenas por 2015 e 2016” perspetiva a Cushman & Wakefield. E quem é que está a dinamizar estes negócios? Essencialmente os investidores estrangeiros. Foram eles que movimentaram cerca de 1,7 mil milhões de euros do investimento imobiliário no sector comercial registado em 29015 e foram capotais estrangeiros que estiveram também na dinamização de cerca de mil milhões de euros em, 2016. Ainda assim, a consultora refere que os investidores nacionais estão também a mostrar uma maior presença e estão na origem de cerca de 30% do volume investido.

O sector dos escritório é o que mais tem atraído capital, ultrapassando os 100 milhões de euros. Para este valor contribuiu de forma decisiva a venda do edifício Entreposto à Signal Capital (num negócio que ascendeu a 65 milhões de euros). Os valores de mercado mostram que 2016 foi um ano de correção das yields mas esta tendência deverá atenuar-se em 2017, esperando-se uma correção menos acentuada. A valorização dos ativos, refere a consultora deverá ser mais feita através da evolução positiva das rendas.

Fonte: http://www.portugalglobal.pt/PT/PortugalNews/Paginas/NewDetail.aspx?newId=%7b3B14417E-C778-4850-8840-BA1620A6930F%7d



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