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29/03/2017

PWC: Estados Unidos passam a terceira economia global

Os Estados Unidos vão passar à terceira economia do mundo, suplantados pela Índia, nos próximos 30 anos, conclui um relatório da PriceWaterhouseCoopers, publicado na segunda-feira. 

O relatório estima que a China vai continuar a ser a maior economia do mundo  e os  Estados Unidos serão ultrapassados pela Índia, que passa a ocupar a segunda posição.
A Indonésia vai trocar de posição com o Japão e passa de oitavo para quarto lugar. E a Alemanha desce de quinto para nono, sendo substituída pelo Brasil.
 Os mercados emergentes vão dominar as dez maiores economias mundiais e as sete maiores emergentes vão ser responsáveis por metade do PIB global em 2050. Enquanto isso, a Europa (sem o Reino Unido) vai continuar a definhar e representar menos de 10 por cento do PIB global.
A economia mundial deve duplicar de tamanho em 2042, crescendo cerca de 2,6 por cento ao ano entre 2016 e 2050, refere a PwC, num crescimento que vai ser impulsionado por países como a China, o Brasil, a Indonésia, o México, a Rússia e a Turquia (os E7).
 “Os mercados emergentes vão continuar a ser o motor de crescimento da economia global. Em 2050, as economias do E7 podem ver o peso do seu PIB na economia global de cerca de 35 por cento para 50”, frisa o relatório. Os Estados Unidos e a Europa vão perder terreno para a China, que passa a ser responsável por 20 por cento do PIB em 2050, dos 18 actuais. Os Estados Unidos vão cair de 16 por cento do PIB mundial para 12 e a Europa a 27 também vai sofrer: de 15 passa para nove por cento.
O Vietname é a economia que mais vai crescer, passando do 32º para o 20º nas potências mundiais, um salto de doze posições. A Nigéria também vai registar um forte crescimento, passando a ocupar a 14ª posição, subindo oito lugares. “O Reino Unido tem potencial para ultrapassar o crescimento médio da Europa a 27 assim que se dissipe o impacto do Brexit, apesar do país com maior crescimento da União Europeia ser a Polónia.”
A PwC analisa as 32 maiores economias do mundo, actualmente responsáveis por 85 por cento do PIB mundial e as projecções são feitas numa perspectiva optimista. “Para conseguir este potencial de crescimento, os países emergentes têm de implementar reformas estruturais para melhorar a estabilidade macroeconómica, diversificar as economias além dos recursos naturais nacionais (que é a situação actual) e ainda desenvolver medidas mais efectivas quer a nível político quer a nível judicial.”

China já no topo

O relatório aponta que a China já ultrapassou os Estados Unidos e vai manter o primeiro lugar nas maiores economias mundiais, enquanto a Índia ultrapassa os Estados Unidos em 2050. Nesse ano, a França já não vai estar entre as maiores economias do mundo, com o Reino Unido a cair para a 10ª posição. Em 2050, seis das sete maiores economias do mundo vão ser dos mercados emergentes, à frente do Reino Unido e da França. Já geografias como o Paquistão e o Egipto podem ultrapassar a Itália e o Canadá, estima a PwC. 
Muitas economias emergentes vão ser suportadas pelo rápido crescimento demográfico, impulsionado a procura interna e aumentando a força laboral. “Esta circunstância terá, contudo, de ser compensada com investimento em educação e com a melhoria do racional macroeconómico para assegurar que há empregos suficientes para a população destes países”, avisa a Pwc.
Apesar do crescimento das economias emergentes, os salários mais altos vão continuar a existir nos países do G7, com excepção, provavelmente, da Itália.
 A economia da China vai atingir o meio do ranking em 2050, mas a Índia vai continuar no intervalo de baixo – o crescimento populacional pode impulsionar a economia, mas o desafio vai estar sobretudo em subir os rendimentos médios dos trabalhadores.
O relatório da PwC estima que a economia mundial vai continuar a crescer, em média, 3,5 por cento até 2020, altura em que o crescimento abranda para 2,7 até 2030, caindo para 2,5 na década seguinte e novamente para 2,4 entre 2040 e 2050. “Esta situação ocorrerá porque muitas das economias mais evoluídas estão a sofrer um declínio na população activa, devido ao envelhecimento das populações.
Ao mesmo tempo, os mercados emergentes vão manter as taxas de crescimento moderadas enquanto vão amadurecendo”, frisa o relatório. A Índia e a Nigéria vão ser as excepções, mantendo um crescimento acima da média durante mais tempo devido à base muito baixa de onde partem.

Fonte: Jornal de Angola



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