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05/04/2017

Flexibilidade no trabalho gera engajamento e maior produtividade

Já imaginou poder trabalhar em horários alternados? Ou ter a chance de realizar as atividades profissionais no sistema home office em alguns dias da semana? Ter um emprego que te permite, por exemplo, buscar os filhos na escola, cuidar de pais idosos, ir à consulta médica e resolver outros assuntos pessoais quando necessário? Parece até sonho ou brincadeira, mas isso já é uma realidade que pode ser observada em algumas empresas no Recife. Segundo a presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos de Pernambuco (ABRH-PE), Ana Karla Cantarelli, 25% das empresas localizadas no Recife ou nas cidades do interior adotam a prática da flexibilidade no ambiente profissional. “É um número pequeno, mas considerável. Cada dia mais as organizações tenderão a mudar as relações de trabalho”, afirma a presidente.

A PwC, multinacional especializada na área de prestação de serviços, é uma das empresas que aderem à prática. A organização adotou a medida em 2013. “A ideia surgiu das necessidades dos próprios funcionários para conseguir o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal. Nós trabalhamos com a flexibilidade de horário, de local e a flexibilização semanal, sem afetar o salário e a carreira”, pontua a diretora da PwC, com especialidade em Auditoria, Helena Rocha. “A de horário funciona assim: o funcionário chega às 7h10 e encerra às 16h30 ou também pode iniciar o expediente às 10h e encerrar às 19h30. Isso, no entanto, não é uma regra. É possível ter outras alternativas de horários, desde que se cumpram a jornada de oito horas”, explica.

Sobre a flexibilidade de local, Helena Rocha diz que o colaborador pode trabalhar uma ou duas vezes por semana em casa. Já na semanal, ainda segundo as regras da PwC, é possível reorganizar a jornada de 40 horas da seguinte maneira, por exemplo: “trabalhar horas a mais do expediente de segunda a quinta-feira para poder folgar na sexta-feira. Também há a flexibilidade especial para as mães. “Ao voltar da licença-maternidade, ela tem a opção de reduzir a carga horária para quatro ou seis horas diárias até a criança completar 12 meses. “Nesse caso, há uma redução salarial proporcional às horas trabalhadas. Para nós, o maior benefício é a satisfação profissional”, comenta Helena.

Segundo a pesquisa da Deloitte que estuda a geração milênio, chamada de “2017 Millennial Survey”, os profissionais jovens consideram que as oportunidades de trabalho mais flexíveis (incluindo local e horário da prestação de serviços, como homeworking) geram maior produtividade e engajamento dos funcionários, ao mesmo tempo em que ampliam saúde, bem-estar e felicidade dos trabalhadores. O levantamento foi feito em 30 países, incluindo o Brasil. No mundo, 84% dos entrevistados relatam atuar em empresas que possuem algum grau de trabalho flexível, enquanto que 39% dizem que suas organizações propiciam ambientes de atuação altamente flexíveis.

No Brasil, 88% dos entrevistados acreditam que a flexibilidade contribui com o engajamento no trabalho. Oitenta e nove por cento dos entrevistados acreditam que melhoram a sua produtividade. Sobre a relação entre trabalho e vida pessoal, 85% das pessoas afirmam que medidas flexíveis geram maior equilíbrio na vida delas e 87% acreditam que flexibilidade causa um impacto positivo, bem como 87% percebem que a prática influencia positivamente no desempenho financeiro da organização. Vale ressaltar que esses dados se referem aos funcionários das organizações altamente flexíveis. Por outro lado, nas empresas que apresentam algum grau de flexibilidade, os índices nesses itens foram menores, variando de 79%, 78%, 76% e 75%, respectivamente.

Nessas mudanças quem se sentem felizes são os trabalhadores, como Bruno Thorpe, de 29 anos. Há seis anos ele trabalha na PwC no cargo de consultor sênior, é adepto da prática e diz estar muito satisfeito com o resultado que ela lhe proporciona. “Gosto muito de trabalhar assim. Ganho tempo por não estar preso no trânsito. Tenho mais conforto e comodidade, visto que posso trabalhar na minha residência, e mais produtividade por estar num espaço mais tranquilo”, explica.

Fonte: UOL



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