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NEGÓCIOS E ECONOMIA

11/04/2017

Imobiliárias de luxo esperam vendas a crescer em 2017

No centro do Porto, negoceia-se o metro quadrado a 4000 euros. Em 2016, o segmento registou crescimentos de 30%.

As imobiliárias prevêem que o segmento de luxo continue a crescer em 2017, tendo em conta o aumento da procura, nomeadamente por parte de clientes estrangeiros, sendo que os preços praticados em Portugal ainda estão abaixo das principais cidades europeias.

As imobiliárias consultadas pela Lusa manifestaram optimismo para 2017 e destacaram os bons resultados alcançados em 2016. A Porta da Frente Christie's indica que as receitas e transacções aumentaram em cerca de 25%, ao passo que a JLL, que comprou a Cobertura, regista um aumento de 30% nas vendas em 2016.

A Predibisa, a operar no Porto, fechou 2016 a crescer cerca de 40% face a 2015, "com uma concretização de negócios a rondar os 100 milhões de euros". Já a Remax Collection revelou uma subida de 28% em transacções e um crescimento de 38% na facturação, detalhando ter fechado 1664 transacções.

As empresas revelaram que os valores médios por transacção oscilam entre os 585 mil euros (da Remax), 700 mil (Porta da Frente Christie's, que apontou como máximo de um imóvel 16 milhões de euros) e os 900 mil euros (da Fine&Country, que apresentou como máximo os 28 milhões de euros)

Na António Azevedo Coutinho os preços-médios do portfólio fixam-se nos 3500 euros/m2, enquanto os mais elevados chegam aos 6000 euros/m2. Na Fine&Country a média de preços de imóveis no Porto ronda os 400 mil euros e em Cascais 750 mil euros.

A imobiliária do Porto, Predibisa trabalha com um valor médio de 3000 euros/m2 no centro da cidade, "embora alguns edifícios já estejam a atingir os 4000 euros/m2".

Este segmento ganhou novo fôlego sobretudo em 2014, segundo as imobiliárias. Para lal contribui uma série de factores: crescente interesse de compradores estrangeiros, impulsionado por programas governamentais como os vistos gold e o regime do Residente não Habitual; a projecção internacional do país; o aumento muito forte do turismo; e preços abaixo da média europeia.

Os principais clientes internacionais do segmento premium têm sido brasileiros e franceses, mas o leque de nacionalidades alarga-se a suecos, sul-americanos, sul-africanos e do Médio Oriente.

Na Remax 57% das transacções correspondem a clientes portugueses, as restantes envolvem russos, britânicos, angolanos e chineses, mas com estes últimos a diminuírem a representatividade.

Rafael Ascenso, director-geral da Porta da Frente Christie's, nota que os preços "já ultrapassaram os níveis anteriores à crise [financeira]", mas não prevê uma escalada por haver projectos que nivelam a oferta e a procura e por a "maior parte das vendas realizadas nos últimos três anos não recorrerem a crédito", o que desencoraja "qualquer ideia de bolha imobiliária".

Para 2017, optimismo é a palavra de ordem para as imobiliárias, com alguns a sublinharem a importância da estabilidade legal, nomeadamente no que toca a impostos.

Fonte: Público.PT



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