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NEGÓCIOS E ECONOMIA

20/04/2017

FMI melhora projeção de crescimento em Portugal para 1,7% em 2017

O Fundo Monetário Internacional (FMI) melhorou as projeções da economia portuguesa para 2017, antecipando agora um crescimento de 1,7% este ano, acima dos 1,1% anteriormente esperados, mas ligeiramente abaixo da estimativa do Governo.

O FMI publicou hoje a primeira edição de 2017 do 'World Economic Outlook', o documento em que atualiza as projeções de crescimento mundial e de vários países, sendo que, no caso de Portugal, a última previsão foi conhecida em outubro de 2016.

A instituição de Christine Lagarde está agora mais otimista em relação ao desempenho da economia portuguesa do que estava há seis meses, mas continua ligeiramente mais pessimista do que o Governo.

O executivo de António Costa aponta para um crescimento de 1,8% este ano, de acordo com o Programa de Estabilidade 2017-2021 apresentado na semana passada.

Para 2018, o FMI antecipa que a economia portuguesa desacelere o ritmo de crescimento, para os 1,5%, uma projeção que é também mais pessimista do que a do Governo, que projeta um crescimento de 1,9% do PIB para o próximo ano.

Quanto à taxa de desemprego, o Fundo melhorou ligeiramente a previsão e espera agora que seja de 10,6% este ano (contra os 10,7% anteriormente estimados) e de 10,1% no próximo ano (não havia projeção para 2018 em outubro do ano passado).

O Governo, por seu lado, espera que a taxa de desemprego caia abaixo dos dois dígitos já este ano (9,9%) e que desça para os 9,3% em 2018, mantendo uma trajetória descendente até 2021, ano em que deverá atingir os 7,4% da população ativa.

Quanto aos preços, o FMI reviu ligeiramente em alta a estimativa para a inflação em Portugal em 2017, dos 1,1% esperados em outubro para os 1,2% agora estimados, e prevê que acelere para os 1,4% em 2018.

A previsão do executivo aponta para uma taxa de inflação de 1,6% este ano e de 1,7% no próximo.

Quanto às contas de Portugal com o estrangeiro, o FMI antecipa que se degradem, caindo para -0,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017 e para os -0,4% em 2018.

Em 2022, o Fundo espera que a economia portuguesa esteja a crescer 1%, que a inflação seja de 1,8% e que as contas externas sejam negativas num montante equivalente a 1,6% do PIB.

Zona euro deverá crescer 1,7% em 2017
No 'World Economic Outlook', o FMI prevê ainda que a zona euro cresça 1,7% em 2017, revendo ligeiramente em alta a última projeção, e que cresça um pouco menos no próximo ano, antecipando um crescimento de 1,6%. Atualizando as previsões económicas para vários países, o FMI antecipa ainda que a taxa de desemprego seja de 9,4% em 2017 e de 9,1% em 2018, que a taxa de inflação seja de 1,7% este ano e de 1,5% no próximo e que as contas com o exterior correspondam a 3,0% do Produto Interno Bruto (PIB) em cada um dos anos.

As tendências do crescimento económico são, no entanto, divergentes entre os países: na Alemanha deverá desacelerar (dos 1,6% em 2017 para os 1,5% em 2018), tal como em Espanha (dos 2,6% em 2017 para os 2,1% em 2018), Itália deverá manter o mesmo ritmo de crescimento nos dois anos (0,8%), mas França deverá acelerar (dos 1,4% este ano para os 1,6% no próximo).

Revistas em alta as projeções do crescimento mundial para 3,5% em 2017
O FMI melhorou ligeiramente a previsão de crescimento económico mundial, para os 3,5% em 2017 (contra os 3,4% anteriormente previstos), e espera que cresça 3,6% em 2018. No 'World Economic Outlook' o FMI refere que estas previsões para o período de 2017 a 2018 refletem "uma melhoria da atividade nas economias desenvolvidas mais rápida do que o esperado previamente" e, simultaneamente, um crescimento "marginalmente mais fraco" nas economias emergentes e em desenvolvimento em 2017.

No entanto, apesar destas revisões, o desempenho da economia mundial vai continuar a ser impulsionado pelos países emergentes e em vias de desenvolvimento, que terão uma atividade económica "mais forte" do que as economias desenvolvidas, segundo o FMI.

As economias desenvolvidas deverão crescer 2% em 2017 e em 2018, uma projeção duas décimas acima da apresentada pelo Fundo em outubro do ano passado e uma décima acima da atualização das projeções divulgada há três meses.

Estas previsões refletem "a recuperação cíclica que se espera para a indústria global" e também "um aumento da confiança", escreve a instituição liderada por Christine Lagarde, destacando, no entanto, que se trata de uma projeção "particularmente incerta", tendo em conta "as potenciais mudanças de política da nova administração dos Estados Unidos e os seus efeitos de contágio globais".

Os países emergentes e em desenvolvimento, por seu lado, deverão crescer 4,5% este ano e 4,8% no próximo, acelerando o ritmo de crescimento registado em 2016, de 4,1%.

Fonte: DN



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