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NEGÓCIOS E ECONOMIA

29/05/2017

Portugal pode ser a próxima California ou Silicon Valley

Frank-Jurgen Richter, líder da organização internacional Horasis, espera que os investidores globais descubram novamente Portugal.

O diretor executivo da Horasis e organizador da conferência económica que decorre a partir deste fim de semana em Cascais considerou hoje em entrevista à Lusa que "Portugal pode ser a próxima California ou Silicon Valley".

"Portugal pode ser um novo local para o diálogo global, a nova Califórnia, o novo Silicon Valley, porque tem a praia e o sol, claro, mas tem também o espírito certo, com jovens bem instruídos e à procura da primeira experiência empreendedora", disse Frank-Jurgen Richter.

Em entrevista à Lusa, o líder da organização internacional Horasis falou da conferência que decorre a partir deste fim de semana em Cascais e na qual, para além do Presidente da República e do primeiro-ministro de Portugal, participam também um dos principais líderes do Vaticano, o cardeal Peter Turkson, o antigo primeiro-ministro português e presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, e o presidente do Banco Europeu de Investimento, Werner Hoyer.

"Esperamos cerca de 400 presidentes de empresas e personalidades mundiais de 70 países para debater e moldar o mundo, trazendo investimentos para Portugal, e escolhemos o vosso país de forma propositada porque esperamos que os investidores globais descubram novamente Portugal, como aliás já está a acontecer", disse o líder da organização internacional Horasis.

O que se vai debater em Cascais, acrescentou, "não é só economia nem negócios, é um debate global para líderes globais, porque a moeda mais importante não é o euro nem o dólar, mas sim a confiança, e por isso convidámos líderes sociais, religiosos, políticos e económicos para, em conjunto, construirmos união" ['building togetherness', no original em inglês], que é o tema da conferência.

Entre as vantagens que Frank-Jurgen Richter identifica que Portugal tem para oferecer está "o final da crise financeira, que começ

O empresário destacou também que "muitos empresários estão a perceber que Portugal pode ser uma plataforma para estenderem as suas operações à América Latina e a África, principalmente os chineses e indianos, que querem instalar sedes ou operações de telecomunicações para depois irem para a África e América Latina".

Uma das grandes mais-valias, acrescentou, é o facto de, "ao contrário de noutros países europeus, em Portugal não há protestos contra investimentos estrangeiros, nomeadamente chineses, em áreas como a eletricidade, imobiliário, seguros e banca, e esta é a maneira certa de dizer não ao protecionismo".

O protecionismo, aliás, juntamente com o populismo, são os dois maiores entraves ao comércio livre, segundo Richter: "o fim do acordo comercial entre os Estados Unidos e a Europa estão a criar incerteza na mente dos investidores, mas a boa notícia é que a Europa, depois das eleições na Holanda e em França, está finalmente a livrar-se do populismo e vemos uma Europa mais forte, com o Governo português a tomar uma posição ativa contra o protecionismo e o nacionalismo, colocando o país como um local global de diálogo onde os investidores são bem-vindos", concluiu.

Fonte: DN.PT



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