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NEGÓCIOS E ECONOMIA

02/06/2017

Brasileiros investem no mercado imobiliário de Portugal

Brasil já é o terceiro país que mais aposta no setor em terras lusas. Procura atraiu grupo de empresários ao Recife em busca de investidores.

Impulsionados por uma crise econômica que afasta investimentos de longo prazo no País, os brasileiros conquistaram a terceira colocação entre os estrangeiros que mais apostam em imóveis como negócio em Portugal. Ficamos atrás apenas dos ingleses e dos franceses, segundo levantamento da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (Apemip). Sabendo o impacto desses investidores, os portugueses começaram a vir até o Brasil para vender seus produtos e, mais recentemente, o Recife entrou nesse roteiro.

Na próxima terça-feira, por exemplo, uma comitiva portuguesa composta pela imobiliária Direct Portugal e a United Investments Portugal (UIP) irá realizar no Recife a primeira parada do tour de apresentação do Sheraton Cascais Hotel Residence, que será construído em Lisboa. “Nos últimos três anos, o preço médio do metro quadrado no país valorizou 30% e continua aumentando”, explica o gerente de Produtos Internacionais da Direct Portugal, Casimiro Ulisses, sobre as vantagens de investir atualmente em terras lusas.

No caso do resort, o modelo de investimento é o que combina usufruto e aluguel. Ao adquirir uma unidade, o brasileiro poderá utilizar a suíte quando estiver em Portugal e, nos demais períodos, o aluguel do espaço a hospedes será administrado pelo Sheraton. Com isso, o investidor tem garantido pelo menos 5% ao ano de retorno do investimento durante cinco anos. “O detalhe é que o valor recebido pelo aluguel será pago em euros”, destaca. Depois de passar pelo Recife, ele seguirá para Maceió, João Pessoa, Natal, Fortaleza e São Paulo em busca de investidores.

Além da valorização do metro quadrado, outras vantagens têm levado brasileiros a buscar os imóveis portugueses. Graças à política de incentivo do governo português, estrangeiros que investem a partir de 500 mil euros (cerca de R$ 1,8 milhão) no país passam a ter automaticamente direito ao golden visa – um visto especial de residência com duração mínima de cinco anos.

“Só no Consulado Geral de Portugal [em São Paulo] são, em média, atribuídas por mês, 800 novas cidadanias portuguesas a cidadãos brasileiros que assim adquirem a dupla nacionalidade. São investidores brasileiros que deixam de ser contabilizados pelas estatísticas portuguesas como tal, perante a dupla nacionalidade. Na verdade, o investimento brasileiro em Portugal é muito maior do que se pensa”, analisa o presidente da Apemip, Luís Lima.

Outros fatores como o clima – ameno, se comparado a outros países europeus – e a língua são 
decisivos na hora de decidir onde investir. E, diferente do que acontecia quando Portugal adotou a política do golden visa, não são apenas os aposentados que estão procurando o país, garante Casimiro Ulisses. “Hoje muitos jovens estão interessados em investir em Portugal diante da estabilidade econômica, a possibilidade de oferecer segurança e saúde para os filhos, já que, com o visto, esses serviços são estendidos para a família”, destaca.

Fonte: JC Online



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