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MUNDO

07/06/2017

Atores brasileiros e portugueses agitam o intercâmbio entre a teledramaturgia nacional e lusitana

Brasil e Portugal estão mais ligados do que nunca. Principalmente quando o assunto é entretenimento. Ao mesmo tempo em que “Novo mundo” traz no seu elenco quatro atores portugueses, na novela lusitana “Ouro verde”, da TVI, sete brasileiros integram a história. Como se não bastasse, a trama ainda teve gravações no Rio de Janeiro e interior do estado, em Minas Gerais e na Amazônia. Essa troca artística tem movimentado o mercado da teledramaturgia e anima os atores lá e cá.

— Eu acho ótimo esse intercâmbio! O bacana é que Brasil e Portugal, nos últimos anos, têm feito projetos de muito sucesso, não só nos próprios países, mas também internacionalmente. “Novo mundo” é minha 21ª novela. Como eu trabalho nos dois lugares, sinto que há certa semelhança, já que é um gênero que os dois países gostam e fazem da melhor forma possível — compara Ricardo Pereira, o Ferdinando da trama das seis, que mora entre Brasil e Portugal há 13 anos e já se tornou um português bem carioca.

E Ricardo tem razão. De olho no mercado exterior, “Ouro verde’’ fez grande investimento ao escolher locações fora de Portugal, o que animou o diretor de núcleo da TVI, Hugo de Sousa.

— É uma grande produção da emissora. Principalmente pelo fato de envolver dois países e ter, pela primeira vez, tantos personagens interpretados por atores brasileiros. É raro ver isso em uma novela portuguesa. É uma grande aposta também por gravarmos em tantos locais no Brasil, o que faz com que seja uma obra mais cara que o normal. Espero que isso dure — afirma Hugo.

Os atores brasileiros em “Ouro verde’’ têm papéis importantes. Grancindo Junior, o Januário, é um fazendeiro salvo de um assalto no Rio por José Maria/Jorge Monforte (protagonista vivido por Diogo Morgado). Eles passam a ter uma relação de pai e filho. Ao morrer, Januário deixa a fortuna para o rapaz e, com esse dinheiro, o jovem volta a Portugal e pode bancar sua vingança.

— É brilhante estar em Portugal. O carinho deles e o respeito que têm por nós são incríveis.Ter um momento com os atores brasileiros lá é fantástico também. Ainda mais na companhia das queridas Zezé Motta e Silvia Pfeifer, duas atrizes com quem adoro estar — elogia Gracindo.

“Ouro verde” é a primeira novela de Silvia na Terrinha. Ela já estreou com estilo, na pele de Mônica, mãe da protagonista, Bia (Joana de Verona):

— É ótimo trabalhar em Portugal, a equipe é excelente e dedicada. Meu maior exercício como atriz é ter que falar o “tu” em vez de “você” (risos).

Já Paulo Rocha, o coronel Avilez de “Novo mundo” (que tem ainda Maria João Bastos e Joana Solnado no elenco), destaca como facilitador para o intercâmbio a “ proximidade histórica e linguística” entre os dois países. Mas afirma que gostaria de ver outras trocas de talentos, não só entre Brasil e Portugal.

— Há uma tendência global nas produções internacionais para um maior intercâmbio de atores de diferentes nacionalidades em seus projetos. Seria interessante que isso acontecesse com alguma frequência não somente com atores portugueses. A América Latina tem artistas de excelente qualidade — destaca o ator.

Fonte: Extra Globo



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