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NEGÓCIOS E ECONOMIA

08/06/2017

Imobiliário capta 95% do investimento vindo dos Vistos Gold

Os principais investidores são de origem chinesa, brasileira e também do Médio Oriente e quanto ao programa de residentes não habituais, em 2016, ultrapassaram os 10 mil pedidos.

Cerca de 95% da atribuição dos Vistos Gold são para os investimentos realizados no setor do imobiliário. Este dado foi apresentado durante a conferência “O setor imobiliário enquanto alavanca do crescimento económico em Portugal”, organizada pela mediadora imobiliária que atua no segmento de luxo,Quintela & Penalva – Real Estate, que comemora o seu 13º aniversário.

Durante o evento foi revelado que os principais investidores são de origem chinesa, brasileira e também do Médio Oriente. Quanto ao programa de residentes não habituais, os números apresentados surpreenderam: Entre 2009 e 2013, os pedidos não ultrapassaram a centena, em 2014 chegaram ao milhar, em 2015, aos 7.415 e, em 2016, ultrapassaram os 10 mil, sendo que, só no primeiro trimestre de 2017, o valor rondou os seis mil pedidos.

Hugo Santos Ferreira, secretário geral da APPII – Associação Portuguesa dos Promotores e Investidores Imobiliários, referiu que ainda “há espaço para continuar a crescer”, e deu o exemplo “dos investidores franceses, que começam a optar por imóveis em Santos, agora que o Príncipe Real parece esgotado”.

Na conferência foi também referido que o alojamento local, gera receitas de 166 milhões de euros, com um impacto na economia de 1,070 mil milhões de euros. Para além do short renting, outra grande oportunidade de negócio é o student housing, residências para estudantes feitas de raiz, mas um conceito ainda pouco explorado em Portugal.

Destaque para os clientes brasileiros, que procuram a segurança do nosso país, a afinidade cultural e um sistema fiscal mais estável do que o do seu país; para os suecos, atraídos pelas condições endógenas do clima português e que encontram em Portugal o seu espaço para gozar a reforma e para os franceses, que procuram os centros urbanos das cidades, em especial Lisboa, em busca de imóveis históricos para reabilitar. Em 2016, os franceses compraram mais do que qualquer outro investidor estrangeiro (25% do total investido por estrangeiros, à frente de britânicos, com 19%, e chineses, 13%), investindo mais de dois mil milhões de euros em imóveis.

Segundo Carlos Penalva, “o valor médio dos negócios em que a Quintela & Penalva interveio atinge os 4.954 euros/m2”, ressalvando que é necessário “o devido enquadramento quanto à caraterização dos clientes-tipo com quem trabalhamos, focado nos segmentos médio-alto e premium”. Já Francisco Quintela salientou que “em 2015, 25% dos clientes eram estrangeiros, em 2016 subiu para 34% e, no primeiro trimestre deste ano, o valor atingiu os 41%”.

Pelo facto de Portugal estar na moda, o que se repercute nos preços de mercado, com alguns imóveis do centro de Lisboa ou no Estoril a atingir valores acima dos 10.000 euros/m2, João Duque, professor do ISEG, chamou a atenção para algumas premissas a considerar, como “os factores externos que potenciam a procura internacional pelo nosso país, os receios de uma bolha imobiliária que congele a médio prazo o mercado imobiliário nacional ou as caraterísticas de Portugal como factor de atratividade de investimento estrangeiro, entre as quais a segurança e a hospitalidade”.

Fonte: Portugal Global



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