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13/07/2017

Robotização da banca, da ficção científica à realidade [EY do Brasil]

A banca é um dos sectores que melhor aproveita a tecnologia robotic process automation, ajudando a optimizar o serviço ao cliente e a gestão de processos internos.

O sistema bancário português tem optimizando serviços internos nos últimos anos, o que acaba por se reflectir numa redução de custos, num serviço ao cliente mais eficaz e, em última análise, em resultados de negócio que tendem a ser mais positivos.
 
Esta tendência de mudança surge suportada nas mais recentes plataformas digitais e em tecnologias disruptivas, nas quais facilmente se pode integrar o conceito de Robotics Process Automation (RPA). Falamos aqui de uma espécie de robotização dos negócios que deixou de ser algo apenas possível em filmes de ficção científica e que vai entrando aos poucos no dia-a-dia das organizações nacionais e, nomeadamente, da banca de uma maneira muito concreta.

Dizem os especialistas que a tecnologia RPA foi, efectivamente, concebida para ser utilizada pelas diferentes áreas de negócio, tendo em vista uma automatização muito real do trabalho em proveito da organização, dos seus parceiros e clientes. Trata-se de recorrer a um software que se instala num posto de trabalho e, através do qual, se mimetiza a realização de tarefas repetitivas pelas equipas.
 
Desta forma, as organizações passam a contar com uma espécie de robôs "integrados" na sua força de trabalho; vários estudos apontam o facto de estes "profissionais", um tudo ou nada virtuais, terem a vantagem de não cometer erros, serem altamente produtivos e terem a capacidade de intervenção nas diferentes áreas da empresa.
 
Segundo dados da EY, os resultados pelo recurso a tecnologia de RPA são bastante interessantes, permitindo uma redução entre 25 a 40% dos custos operacionais ao mesmo tempo que se assegura também uma melhoria do serviço e a recuperação do investimento num prazo inferior a doze meses.
 
E se pensa que RPA poderá ser algo semelhante ao conceito de inteligência cognitiva, então desengane-se. Na realidade, o primeiro consegue apenas dar resposta a um conjunto de tarefas mais simples e rotineiras, que não envolvam conhecimentos profundos ou cruzamento de dados com vista a um determinado fim. Trata-se de assegurar tarefas que são sempre iguais e para as quais seja necessária apenas a codificação de software inicial.
 
Pelo contrário, a inteligência cognitiva tem a capacidade de lidar com linguagem natural, estabelecer juízos de valor e associá-los a um contexto garantindo um paradoxo em termos de sentido para as coisas. Ainda assim, e de um modo geral, a tecnologia de RPA é bastante mais utilizada entre a banca.
 
Para quem está a pensar avançar com a implementação deste tipo de software, a EY chama a atenção para algumas questões que podem falhar. Entender a RPA como um projecto tecnológico, focar nos processos errados, utilizar metodologias tradicionais em vez de Agile e automatizar um processo em demasiado são alguns dos erros a ter em conta para se evitarem dissabores maiores.

Fonte: Jornal de Negócios



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