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MUNDO

31/07/2017

Exposição Fotográfica “Bancos Contemplar e Integrar”

O mobiliário urbano como o banco de sentar, faz parte da função integradora entre o indivíduo e suas ações como ENCONTRAR, REUNIR, CONVERSAR, TROCAR, AMAR, ADMIRAR. 

Gordon Cullen observa a cidade por meio das qualidades emotivas e sistematiza a Paisagem Urbana em elementos que a constituem: óticas, captadas a partir das descobertas realizadas pelo pedestre; local nas apropriações das pessoas nos espaços; conteúdo, relacionada às características próprias de cada cidade.

Neste contexto, Catarina Machado nos convida a apreciar suas imagens captadas em sua viagem por cidades e aldeias de Portugal Continental, do Norte ao Alentejo, no inverno de 2017. Suas percepções sobre a paisagem urbana e os elementos que a constituem, elucida os bancos a partir do olhar silencioso provocando a contemplação, um encantamento sobre os espaços das cidades. Esta contemplação concebe a interação entre nós e as coisas no mundo como histórias vividas, memorias por meio do qual participamos em pensamento e imaginação.  No conjunto de 20 bancos selecionados para esta exposição, Catarina Machado apresenta a diversidade regional e os diferentes desenhos e materiais que expressam as características próprias de cada região portuguesa.                                    

A Fotógrafa
Catarina Machado nasceu em São Paulo em 1998 e desde muito pequena demonstrou suas aptidões para a fotografia capturando imagens em suas viagens. Foi aluna do Colégio Guilherme Dumont Villares no Morumbi e atualmente é aluna do curso de Fotografia do Centro Universitário Belas Artes. Nesta exposição, Catarina fotografou 292 bancos durante 25 dias em várias localidades de Portugal; praças ruas e parques, com as mais variadas formas e enquadramentos. Num primeiro momento pensou em fotografar bancos ocupados por pessoas mas depois de algumas experiências decidiu retratar os bancos e sua paisagem do entorno sem a presença humana: “descobri que por detrás de cada banco há uma história densa que justifica a sua presença ali. A sua estrutura, os materiais utilizados, a sua localização em relação ao Sol, o seu estilo, seu tamanho, tudo tem um por quê em função da sua utilidade e do público a que se destinam. Para mim é uma honra fazer a minha primeira exposição na Casa de Portugal, país que aprendi a admirar, com um povo extremamente acolhedor e que proporciona temas e cenários dos mais variados para todas as lentes. Fico imaginando quantas estórias já foram “ouvidas” pelos bancos, desde uma história de vida, discussões políticas, jogos de futebol, a situação da economia ou até mesmo triviais conversas de vizinhas.“

A Curadora
Débora Sanches é Arquiteta e Urbanista pela PUC Campinas, mestre em Habitação pelo IPT de São Paulo, doutora pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com estágio no Laboratório Nacional de Engenharia Civil de Lisboa. Atualmente é professora de Arquitetura e Urbanismo no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, membro da Comissão Executiva da Operação Urbana do Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos e Coordenadora do curso de Pós-graduação ARQUITETURA, CRIANÇA e CIDADE no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, professora de arquitetura e urbanismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie e membro do secretariado permanente do Congresso Internacional de Habitação do Espaço Lusófono.

A Parceria Casa de Portugal e Centro Universitário Belas Artes
A Casa de Portugal, no ano em que comemora os 82 anos de sua fundação e o Centro Universitário Belas Artes, instituição fundada em 1925 por Pedro Augusto Gomes Cardim, jornalista, dramaturgo e político brasileiro, filho de portugueses que cursou o Liceu Nacional na cidade do Porto, formando-se posteriormente na Faculdade de Direito de São Paulo onde teve uma vida dedicada à promoção cultural, unem-se para promover a exposição fotográfica “Bancos Contemplar e Integrar” de autoria da fotógrafa Catarina Machado, que estará aberta ao público na Galeria de Artes da Casa de Portugal entre 4 e 18 de Agosto de 2017, de segunda à sexta, das 9 às 17 horas com entrada franca. 

Fonte: Paulo Machado



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