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NEGÓCIOS E ECONOMIA

10/08/2017

Startups tornaram perfil empresarial português mais exportador

Em 2015, percentagem de empresas que exportam logo no primeiro ano de vida superou a percentagem de empresas de todo o tecido empresarial

As jovens empresas têm contribuído para renovar o perfil do tecido empresarial português na última década, sendo mais pequenas e mais exportadoras, segundo a consultora luso-espanhola dedicada à informação económica Informa D&B.
 
As conclusões são do estudo “O Empreendedorismo em Portugal”, organizado pela multinacional descendente da Dun & Bradstreet, que analisou a evolução de cerca de 294 mil empresas por ano, entre 2007 e 2016.
 
“Desde 2008 que as ‘startups’ [projetos empresariais com um ano] reforçam o seu perfil exportador, mas em 2015 a percentagem destas empresas que exportam logo no primeiro ano de vida (11,6%) ultrapassou pela primeira vez a percentagem de empresas que vendem para o estrangeiro em todo o tecido empresarial (11,1%)”, lê-se em comunicado.
 
A mesma fonte destaca que “o alojamento e a restauração passam do quinto para o terceiro lugar entre os setores onde nascem mais empresas” e “os serviços e o retalho continuam a ser os setores onde nascem mais empresas”.
 
A pesquisa realça ainda que agricultura, pecuária, pesca e caça e telecomunicações também estão entre os mais ativos, além da “explosão” imobiliária em 2016.
 
Entre 2008 e 2012, “registou-se uma queda nas constituições de empresas, com exceção de 2011, em que se tornou possível constituir uma empresa com um capital social de um euro por sócio” e, “em 2013, inicia-se um ciclo de expansão de três anos consecutivos no número de nascimentos, com 2015 a atingir o melhor registo de constituições desde 2007”, continua o texto.
 
“Depois de ter sido ultrapassada pelo Porto em 2008, a região de Lisboa volta a ser região mais empreendedora, com 37% das novas empresas em 2016, face aos 32,9% da região norte. Entre 2007 e 2016, as regiões de Lisboa (mais 1,6%), Alentejo (mais 1,1%) e Norte (mais 0,7%) foram as que registaram o maior crescimento médio anual em número de novas empresas”, segundo o estudo.
 
O documento aponta ainda a renovação do “tecido económico nacional”, uma vez que “as empresas com idade até cinco anos” representaram, “no final de 2015, quase um terço de todas as empresas nacionais”.
 
De acordo com o estudo, a análise das jovens empresas que “nasceram nos últimos 10 anos mostra que o seu crescimento se verifica de forma mais acentuada nos primeiros anos, com o seu volume de negócios a registar um aumento médio de 139% no primeiro ano, triplicando após dois anos e sendo cinco vezes maior no oitavo ano”.
 
Contudo, é também no primeiro ano de vida que mais empresas “ficam pelo caminho”, pois “cerca de dois terços das empresas sobrevivem ao primeiro ano de atividade, mais de metade (53%) ultrapassam o terceiro ano e 42% atingem a idade adulta”.
Startups tornaram perfil empresarial português mais exportador

Em 2015, percentagem de empresas que exportam logo no primeiro ano de vida superou a percentagem de empresas de todo o tecido empresarial
As jovens empresas têm contribuído para renovar o perfil do tecido empresarial português na última década, sendo mais pequenas e mais exportadoras, segundo a consultora luso-espanhola dedicada à informação económica Informa D&B.
 
As conclusões são do estudo “O Empreendedorismo em Portugal”, organizado pela multinacional descendente da Dun & Bradstreet, que analisou a evolução de cerca de 294 mil empresas por ano, entre 2007 e 2016.
 
“Desde 2008 que as ‘startups’ [projetos empresariais com um ano] reforçam o seu perfil exportador, mas em 2015 a percentagem destas empresas que exportam logo no primeiro ano de vida (11,6%) ultrapassou pela primeira vez a percentagem de empresas que vendem para o estrangeiro em todo o tecido empresarial (11,1%)”, lê-se em comunicado.
 
A mesma fonte destaca que “o alojamento e a restauração passam do quinto para o terceiro lugar entre os setores onde nascem mais empresas” e “os serviços e o retalho continuam a ser os setores onde nascem mais empresas”.
 
A pesquisa realça ainda que agricultura, pecuária, pesca e caça e telecomunicações também estão entre os mais ativos, além da “explosão” imobiliária em 2016.
 
Entre 2008 e 2012, “registou-se uma queda nas constituições de empresas, com exceção de 2011, em que se tornou possível constituir uma empresa com um capital social de um euro por sócio” e, “em 2013, inicia-se um ciclo de expansão de três anos consecutivos no número de nascimentos, com 2015 a atingir o melhor registo de constituições desde 2007”, continua o texto.
 
“Depois de ter sido ultrapassada pelo Porto em 2008, a região de Lisboa volta a ser região mais empreendedora, com 37% das novas empresas em 2016, face aos 32,9% da região norte. Entre 2007 e 2016, as regiões de Lisboa (mais 1,6%), Alentejo (mais 1,1%) e Norte (mais 0,7%) foram as que registaram o maior crescimento médio anual em número de novas empresas”, segundo o estudo.
 
O documento aponta ainda a renovação do “tecido económico nacional”, uma vez que “as empresas com idade até cinco anos” representaram, “no final de 2015, quase um terço de todas as empresas nacionais”.
 
De acordo com o estudo, a análise das jovens empresas que “nasceram nos últimos 10 anos mostra que o seu crescimento se verifica de forma mais acentuada nos primeiros anos, com o seu volume de negócios a registar um aumento médio de 139% no primeiro ano, triplicando após dois anos e sendo cinco vezes maior no oitavo ano”.
 
Contudo, é também no primeiro ano de vida que mais empresas “ficam pelo caminho”, pois “cerca de dois terços das empresas sobrevivem ao primeiro ano de atividade, mais de metade (53%) ultrapassam o terceiro ano e 42% atingem a idade adulta”.

Fonte: Portugal Global



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