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MUNDO

11/08/2017

Rita Dias apresenta mistura Brasil-Portugal em shows no Rio

Cantora portuguesa leva seu repertório ao Solar de Botafogo; antes, canta com Mart’nália

A cantora e compositora portuguesa Rita Dias - Divulgação

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RIO — Quando chegou ao Rio para fazer o último ano de sua licenciatura na Fundação Getúlio Vargas, em 2009, a cantora e compositora Rita Dias não tinha qualquer referência sólida sobre a música brasileira. Nascida e criada na cidade de Coimbra, região central de Portugal, ela cresceu ouvindo, por influência dos pais, vozes da música popular portuguesa, como Dulce Pontes, Sérgio Godinho e Zeca Afonso, mas não demorou para descobrir os bambas de cá.

— Logo fui atrás de livros e discos sobre a música brasileira. Comecei com Chico Buarque, que cito como nome central. Ele é um artista completo da composição, da palavra. Mas depois fui para Cartola, para o choro de Pixinguinha... — lista Rita.
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A cantora de 27 anos se apresenta no sábado no Solar de Botafogo, mas antes faz uma participação, nesta quinta-feira, no show de Mart’nália no Rio Gastronomia:

— Ela representa uma parte essencial da minha carreira como cantora e compositora, assim como na minha vida. É uma grande expoente, filha de um grande artista, e desse encontro pode se esperar a mistura de uma artista que está começando com uma conceituada, além do encontro Portugal-Brasil.

A junção das referências de lá e de cá foi o conceito central de Rita em “Com os pés na terra” (2013), seu disco de estreia, independente, que gravou e lançou quando trocou o Rio por Lisboa:

— Ele nasceu depois desta vivência. Quando voltei, tive a necessidade de reproduzir aquilo que tinha vivido no Brasil. O nome do disco remete tanto à minha terra brasileira quanto à portuguesa. Minhas músicas não têm rótulo, um gênero definido, e trazem sempre essa proposta de abraçar os dois países, os dois lados da minha vida.

No show do Solar, que terá participação do sambista Pedro Miranda e da cantora e compositora Natasha Llerena, Rita apresentará faixas de “Com os pés...”, como “Choraminguice” — a primeira filha dessa mistura toda — e “A gente dura”, além de novidades ainda não gravadas, como uma parceria com o próprio Miranda.

— Desde que voltei a Lisboa, gravei o disco, juntei-me a um conjunto musical (o quarteto Os Malabaristas) e hoje observo que minhas composições evoluíram muito. As novas canções, que as pessoas poderão ouvir no Solar, já trazem um pouco desse ambiente cada vez mais particular — garante a artista, apaixonada pela Lapa, que está de volta ao Rio há cinco meses. — Quem sabe eu não gravo meu próximo disco por aqui? Não tinha pensado nisso. Com certeza, é uma opção.

SERVIÇO
Rita Dias
Onde: Solar de Botafogo — Rua General Polidoro, 180, Botafogo (2543-5411). Quando: Sábado, às 21h. Quanto: R$ 40. Classificação: Livre.

Fonte: O Globo



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