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NEGÓCIOS E ECONOMIA

11/08/2017

Startups criam mais emprego e mudam tecido empresarial

Entre 2007 e 2016 foram constituídas 347 272 empresas e outras organizações, o que representa uma média anual de quase 35 mil.

Os portugueses estão mais empreendedores e as novas empresas têm estado a renovar o tecido empresarial nacional. De acordo com o mais recente estudo da Informa D&B, o ciclo de expansão de novas empresas começou em 2013 e, em 2015, registava já o maior número da década.
 
Mas, além do aumento do número de empresas, a verdade é que o tecido empresarial está mais jovem, com empresas mais pequenas e mais exportadoras, um cenário para o qual muito contribuiu o aparecimento das startups.
 
O estudo “O Empreendedorismo em Portugal” assinala que “as startups (empresas no primeiro ano de vida) estão a desempenhar um papel muito relevante em aspetos como a renovação setorial do tecido económico” ou a criação de novos empregos.
 
O certo é que, desde 2008, as startups começaram a transformar o perfil exportador e o reforço desta mudança tem vindo a acontecer de ano para ano. Em 2015, a percentagem destas empresas que exportam logo desde o primeiro ano de vida (11,6%) ultrapassou a percentagem de empresas que vendem para outros países em todo o tecido empresarial (11,1%). Aliás, a análise feita pela Informa D&B mostra que, para as startups nacionais, os mercados externos representam mais de metade da faturação.
 
Segundo Teresa Cardoso de Menezes, diretora-geral da Informa D&B, “o ritmo a que estão a ser criadas novas empresas é uma boa notícia em si mesmo. Mas, além disso, constatamos que há aqui novas tendências na economia, seja no que elas representam em termos de iniciativa individual dos empresários, nos setores que estão a emergir ou na sua impressionante vocação exportadora”.
 
A agricultura e o imobiliário são os setores que lideram a renovação do tecido empresarial português. Mas não só. Também a pecuária, pesca e caça, telecomunicações, alojamento e restauração se afiguram como as áreas com maior crescimento no número de constituições de empresas.
 
Além disso, segundo o estudo da Informa D&B, o tecido económico nacional apresenta sinais de rejuvenescimento, com as empresas com idade até cinco anos a representarem, no final de 2015, quase um terço de todas as empresas nacionais. Estas empresas são o segundo grupo mais relevante em número e contribuíram, em 2015, com 9,1% do volume de negócios e com 16% do emprego do universo empresarial.
 
Nos últimos dez anos nasceram em média 35 mil empresas por ano e a mesma fonte acrescenta que “ao longo destes anos, registou-se um crescimento da iniciativa individual e de menor dimensão. As sociedades unipessoais ganharam terreno e a dimensão média das startups diminuiu: passou de 2,6 empregados e 90,2 mil euros de volume de negócios em 2007 para 2,3 empregados e 65 mil euros em 2015. Os dados mostram ainda que o capital social apresentado também foi mais baixo.

Fonte: Portugal Global



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