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22/08/2017

A inteligência artificial e o seu emprego [McKinsey & Company]

Você acha que robôs tomando nossos postos de trabalho são realidade apenas na ficção científica ou naquelas atividades mais braçais? Atenção, uma pesquisa da consultoria McKinsey & Company aponta que 49% dos empregos de hoje estão seriamente ameaçados para os próximos anos. Outro estudo, este da Universidade de Oxford, prevê que quase metade dos empregos de hoje nos Estados Unidos e na Europa se tornará obsoleta em prazo de dez a 20 anos. E mais, os especialistas em tecnologia acreditam que até 2025 isso vai gerar desemprego em massa, aumentar as desigualdades e gerar muitos distúrbios sociais.

Certamente o conceito que temos hoje de trabalho será alterado. Os segmentos que provavelmente mais serão afetados por esta revolução, que já está acontecendo, serão os de Saúde, transportes e atendimento ao consumidor. Profissões como garçons, motoristas e enfermeiros já estão em perigo. Restaurantes na China já possuem robôs-garçons que são capazes de reproduzir diferentes expressões faciais e frases de boas-vindas. Os carros autônomos, capazes de se autoguiarem, já estão em fase de testes e devem se popularizar nos próximos anos. A Panasonic já fabrica robôs para o Japão com a função de enfermagem, para suprir a falta de profissionais do setor no País.

Mas o que deixa muita gente pasma é o fato de que até profissões que pareciam que jamais desapareceriam da humanidade estão sendo colocadas em xeque. Uma delas é a de advogado. Os novos softwares são capazes de compreender o significado das coisas e correlacioná-las. Eles podem analisar milhões de documentos em poucos segundos, e sugerir as decisões a serem tonadas. A assertividade do robô Watson, desenvolvido pela IBM, chega a 90%, enquanto a capacidade humana dos melhores profissionais não passa de 70%.

Obviamente essas mudanças não chegarão a todos os lugares no mesmo tempo, uma vez que aspectos sociológicos, econômicos e políticos devem interferir no ritmo da eliminação dos empregos. Por um lado, se alguns empregos serão substituídos, novas atividades serão criadas. Estudiosos, como o norte-americano Jeremy Rifkin, preveem uma nova revolução industrial e o fim do capitalismo como conhecemos, uma vez que, com a IOT – internet das coisas –, custo marginal zero e energias renováveis, seremos levados a um novo sistema, mais colaborativo. O fato é que, dentro de pouco tempo, tudo tende a ser inteligente e cada vez mais robôs estarão ao nosso redor, além de bilhões de sensores conectando tudo e todos.

Como será o futuro? Ele já está acontecendo. Uma revolução silenciosa está tomando conta das relações humanas, em especial da relação capital trabalho. Prepare-se para ela!

Fonte: DG ABC



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